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Ler É Bom Demais | Meu Veneno

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Archive for the ‘Ler É Bom Demais’ Category

Poucos blogs me apetecem ao ponto de eu apertar “anterior” e ler todos os posts.

Muitos blogs caem na mesmice, postam as mesmas imagens e usam do humor pastelão, o que é bom porque todo mundo precisa dar risada de vez em quando. Alguns outros blogs são sérios demais, debatem demais e os posts são longos demais, a menos que seja um assunto do meu total interesse (porque aí pode ser uma bíblia e meia, que eu leio sem problemas), eles me fazem dormir (ou apertar o botão “próximo item” no gReader).

Pra finalizar, tem os blogs fantásticos, que falam de cultura pop, de contra cultura, de futilidades e de coisas sérias tudo ao mesmo tempo AGORA.

E, na minha humilde e singela opinião, nenhum deles vence o UNIVERSO FANTÁSTICO.

Cliquem para entender.

Foda-se que não é o layout mais elaborado do mundo, ele tem um conteúdo único, muitas vezes imparcial e muitas vezes extremamente crítico.

É meu blog favorito há muito tempo.

Pessoal, tá atrasado, eu sei, mas é que vocês não tem noção do quanto eu tenho corrido feito louca com umas coisas que surgiram.

Quem ganhou a promo foi, tchã tchã tchã tchãããã:
A Bruna Ohi! Fica ai embaixo o conto dela na íntegra:

Noite, Sangue e Luxuria (por Bruna Ohi)
Não existem tantas possibilidades em um mundo escuro, não que viver no escuro me incomode, afinal nem todo gato é pardo para mim. O que poderia ser uma linda historia de amor, terminou em uma fria e sangrenta historia de terror, mas pode ter valido a pena. Ter 25 anos e ter vivido por mais de 200 não faz a vida ser engraçada e inesperada, toda aquelas coisas que os humanos tem sobre, como não ter certeza do dia seguinte, não é um problema para mim. A vida ou a morte se tornou previsível, as noites não tem mais atrativo, nada que eu ainda não vi… e agora não tem mesmo. Ontem a noite(claro, sempre a noite) foi algo surpreso quando senti um cheiro peculiar de sangue, um cheiro que me atraiu profundamente, e eu já tinha me alimentado… mas aquela sede era bem incomum, não estava acostumado a sentir algo novo. Tentei estender a perseguição, e vi aquela criatura fraca e tola virando-se para me confrontar….

- o que você quer? Não tenho dinheiro, não tenho nada… e se quiser outra coisa, terá que pagar como qualquer outro.

O jeito burro de ela me enfrentar me fez rir, humana idiota.

- eu achei que poderia conversar – ou beber seu sangue.
- eu não tenho tempo para conversar, você quer algo especifico ?– ela se aproximou tentando ser sedutora e me conquistar, eu podia sentir a malicia que havia nela, eu novamente me diverti com a situação.
- podemos ir a algum lugar apropriado?
Ela sorriu de lado como se tivesse triunfado
- venha querido, eu tenho um lugar para nos dois.- Ela foi indo na frente e eu a segui, a sede fazia as coisas mais interessantes, não que eu não pensasse em luxuria, mas realmente beber dela enquanto me satisfaço me parecia uma boa idéia agora.

Ela entrou em um pequeno prédio, e uma porta vermelha foi destrancada, ela me chamou mais de uma vez, e entrei. Estava sendo bem fácil, como sempre, pensei que pelo cheiro ser chamativo o desafio seria maior… decepção passou por mim alguns minutos.

- eu não cobro menos que 300 , se quiser…. e isso não inclui tudo.
- como você preferir. – tirei da carteira algumas notas, mas não contei. Deixei em cima da mesa que esta ao meu lado.
Ela começou a tirar a roupa, sem cerimônia alguma, senti os batimentos dela aceleraram, não acreditava que ela poderia estar nervosa.
- vamos acabar logo com isso.- fui ate ela e retirei as roupas bem mais rápido do que ela poderia notar, ela não se mecheu, eu a empurrei para cama, e pude ver que ela estava surpresa. Ela tirou minha calça e minha camiseta, eu me debrucei em cima dela, e ela parecia dominada. Não pude agüentar mais, havia excitação e ânsia pelo sangue. Enquanto transávamos, ela parecia estar em êxtase, nem sentiu a minha mordida, fui sugando o sangue, e senti a vida dela se acabando em minhas mãos, retirei meu corpo do dela e continuei a beber, drenei cada gota de sangue. Me vesti peguei o dinheiro dali, olhei em volta para me certificar que não havia vida nela. E fui em bora.

O sangue era ainda melhor que o cheiro, o desejo sexual aumentou meu prazer ao sugar dela a vida, lamento, por te-la matado de uma vez, não consigo desconsiderar ter aproveitado mais. Já foi, uma coisa que aprendi nesses muito anos da noite, é que a culpa te persegue para sempre, mas fácil então é não se culpa por nada.”


Parabéns Bruna!

Quem lê o blog com frequência (isso aí, vocês cinco) lembra quando eu falei dos vampiros adolescentes de Richelle Mead, que ao contrário dos de Crepúsculo, são adolescentes mais reais, com desejos reais (sim, estamos falando de sexo), tem uma vida turbulenta na escola e, pra completar, não são vegetarianos (por mais que eu simpatize com os que tomam True Blood ;) ).

Enfim, na minha cabeça, Richelle Mead dá um banho de água fria na modinha puritana lançada por Stephenie Meyer e sem ser agressiva, mostrando apenas que vampiros não andam por ai no sol, não são vegetarianos e que, como adolescentes, é absolutamente normal ter os hormônios nas alturas.

Para ler a crítica completa (ui!), clique aqui.

Agora a parte bacana!

Eu tenho um exemplar de “O Beijo das Sombras” aqui pra sortear!


*É nessa hora que vocês soltam gritinhos, ok?!*

A promoção vai funcionar assim: para quem não sabe, este blog tem uma comunidade no orkut (sério?) e eu resolvi dar um “up” na comunidade, integrando a participação dela com os 5 leitores do blog.
Então você vai fazer assim, adorável criaturinha fã de vampiros:

1) Entra na comunidade Meu Veneno.
2) Entrar no tópico [PROMO] O Beijo das Sombras
3) Fazer o que se pede.

As respostas serão analisadas por mim e pelo boyfriend.

PRAZOS!
Para responder ao tópico vocês tem até o dia 04 de setembro, depois eu vou fechar o tópico.
Aí, como eu espero ter milhões de respostas para ler, o resultado sai logo depois da minha viagem para Porto de Galinhas.

Boa sorte!


Lembrando que:
Site: www.obeijodassombras.com.br
Autor(a): Richelle Mead
Faixa etária: adolescente/jovens adultos
Gênero: romance/jovem/vampiros/

Agora que Tim Burton resolveu fazer a sua Alice, todo mundo resolveu que vai ler o livro. Segundo pesquisinha rápida no Google, o filme do Tim Burton é baseado em duas histórias da Alice: No País Das Maravilhas, que é a mais famosa e Através Do Espelho, a mais desconhecida.

Eu me encantei com a história toda fofa da Disney e comecei a ler o livro que também é uma delícia, só tem alguns diálogos mais complexos mas, quando se tem uns 8 anos, deixa passar. Quando eu estava com uns 14 anos, minha professora de história (viva a Popô) disse que os livros de Lewis Carrol eram de fantasia, mas contavam também o que se passava na Inglaterra naquela época de 1864. As alusões são muitas: a rainha louca que manda cortas cabeças, o chapeleiro maluco que pode ser atribuido aos banqueiros da época, o Gato de Cheshire que faz uma alusão à alguns poucos que tentam manter a ordem e a cabeça no lugar, a Lagarta em cima do cogumelo que representa a classe mais rica e os demais personagens são o povo sempre alienado, principalmente o Coelho Branco que está sempre correndo para agradar aos prazeres da Rainha, mesmo sem saber quais eles são.

Essa análise correta ou não, me faz pensar que Lewis Carroll colocou um pouco dos males do mundo naquele livro teoricamente infantil. Dá para encontrar os sete pecados capitais na simples descrição dos personagens, dá para encontrar os problemas políticos da época, dá pra encontrar referências a como o povo se sentia em relação ao governo, isso sem contar a clássica passagem pela casa do Chapeleiro Maluco para o chá, uma das mais conhecidas tradições inglesas.

Em Alice Através do Espelho a personagem está, visivelmente, passando por uma transformação e, dizem, é a entrada na adolescência. São muitas referências à época, mas o mais intrigante é como Alice passa a olhar-se de uma forma diferente, como ela age de forma diferente e como, finalmente, ela se aceita de uma maneira diferente. Espelhos refletem o que você é, mas no mundo de fantasia, refletem também o que você quer, o que você deveria e, finalmente, o que você é de verdade. Os personagens que vão surgindo durante a aventura de Alice para se tornar rainha são ainda mais complexos e dignos de análise.

Verdade ou não, independente de qualquer análise, são histórias que me encantam. Eu gosto de ver as questões políticas da época, ver o povo, a alta sociedade, a nobreza, mas eu também gosto, e muito mais, de ver a história fantástica de uma menina que resolveu seguir um coelho branco e foi parar em um mundo de fantasia em que as possibilidades são infinitas.

Gato de Cheshire

Jun
24

O Beijo Das Sombras

Posted by kaka under Ler É Bom Demais

Livros e filmes de vampiro voltaram para a moda. No último post mesmo eu falei de True Blood, que me lembram os vampiros do jeito que eu gosto.

Acho que o primeiro livro/filme de vampiro que ficou famoso foi o da Anne Rice: “Entrevista com o vampiro”. Eu li e gostei do livro. As criaturas das trevas são sombrias, bissexuais, bipolares, quase sempre depressivas, o livro é condensado, tenso e ao mesmo tempo, dinâmico. Ok, o começo não é lá muito dinâmico, mas melhora do meio para o fim. Acabei lendo toda a sorte de livros de vampiros escritos por ela e, para mim, ela ainda é a rainha dos vampiros.

Esses dias estive até curiosa para ler Crespúsculo. Tenho problemas com best sellers, para quem não é familiarizado com o termo, são os livros mais vendidos do mercado, por isso fiquei meio “assim” em ler e não gostar e criticar. Aí saiu o filme que eu também não vi. Só sei que virou moda e, antes vampiros emos do que funk na moda.

O problema é, quando me mandaram ler o “O Beijo das Sombras” eu imaginei que o livro seguiria a modinha de vampiros/adolescentes castos do Crepúsculo. Ok, eu não li e não vi o filme, mas eu sei do que se trata a história. Enfim, tive medo.

Me surpreendi e nada é mais gostoso no ler do que se surpreender.

O Beijo das Sombras trás, sim, a história de adolescentes, mas trás também vampiros com a essência da Anne Rice, mas mais complexos e soberbos e apresentando uma dinâmica totalmente nova. A autora é Richelle Mead, que me surpreendeu com o universo criado em torno das criaturas das trevas e que eu tentarei explicar de um jeito que não conte toda a história do livro!

O Beijo Das Sombras

O Beijo Das Sombras

Lisa é um membro da família real dos vampiros, os Moroi, e tem um forte laço com a sua melhor amiga, Rose, uma dampira. É, com “D” no começo mesmo. Os dampiros são metade humanos, metade vampiros, tem a tolerância a luz e adquiriram algumas das habilidades dos vampiros, como a agilidade e sentidos aguçados.

Os vampiros podem dominar as magias dos elementos da natureza, são mortais, suportam o mínimo de luz. Dentro disso existe uma realeza chamada de Moroi, que dita as regras para o bom convívio da espécie. Claro que nem tudo são flores. Se um vampiro mata, ele vira um Strigoi, um vampiro sem alma, imortal, que não suporta claridade de nenhuma maneira e precisa de quantidades homéricas de sangue humano para sobreviver, ou seja, ele sempre acabará matando.

Os humanos são os chamados “Fornecedores”, a sucção dos vampiros é como uma droga e os humanos se viciam com facilidade.

Lisa e Rose tiveram que fugir da escola de vampiros. Por mais que Rose gostasse da sua popularidade e Lisa precisava dos estudos por ser da realeza, elas tinham um segredo que precisavam guardar e a única maneira era afastarem-se de lá. Mesmo que não fosse seguro, afinal os Strigoi poderiam caçá-las, elas se mantiveram bem por dois anos.

Foi aí que algo inesperado aconteceu e…

Ah, chega, se eu falar mais vira spoiler!
Mas tenham em mente que é aí que a história começa. Os dramas da adolescência são abordados de uma forma única, assim como o primeiro amor de verdade, a popularidade forçada, a necessidade praticamente humana de atenção e todos os altos e baixos de uma amizade mais forte do que qualquer uma que você já viu, com a união sobrenatural que criou um laço entre protetora e protegida.

Site: www.obeijodassombras.com.br
Autor(a): Richelle Mead
Preço: compare no Buscapé
Faixa etária: adolescente/jovens adultos
Gênero: romance/jovem/vampiros/
Nota final: 9,8

…falarei dela hoje!

Quando vi que a Globo ia fazer uma minissérie baseada no livro do Machadão (eu sou íntima tá), morri. Sério, eu morri um pouquinho porque a primeira coisa que eu pensei foi: “Vão cagar no pau e Machadão vai cantar até pó pára com pó no túmulo“.

Puta engano!

Primeiro que a abertura da série é linda e é obra da LOBO (vi isso no Brainstorm #9).
Segundo que a Maria Fernanda Cândido é a Capitu adulta e eu acho ela linda (pegava fácil héin).
Terceiro que a minissérie recria diálogos inteiros do livro e está dividida em capítulos. Opa, ponto, adorei!

Claro que eu achei um crime a Globo passar uma coisa que presta (o que é raro por lá) tão tarde, mas tudo bem, pelo meu amor à história eu assisto. Então, falar desse meu amor pela história agora.

Eu tinha lá os meus 12 anos e devorava tudo que é livro que eu pegava na mão. Ok, isso não mudou, mas naquela época eu tinha muito tempo livre e podia ficar lendo o dia inteiro. Peguei Machado de Assis na mão com certa aversão, confesso, mas bastou um capítulo e eu já estava fascinada. Só prá constar, meu Dom Casmurro é uma edição de 1900 e bolinha e precisei de um dicionário do lado.

Fiquei tão apaixonada pela Capitu que eu queria ser a Capitu. Eu queria Bentinho me admirando, navegando nos meus olhos de ressaca e eu queria dançar e ver a corte… Claro que nem tudo são flores, me olhei no espelho e não vi ressaca nenhuma nos meus olhos, só duas pocinhas no meio de uma cara de lua cheia, mas isso não tirou a minha admiração pela personagem e a vontade de ser ela. E quem nunca teve vontade de ser um personagem querido que atire a primeira pedra.
No decorrer do livro eu vi um Bentinho ciumento, rude e frio nascer. Ele não era assim, ele tornou-se essa figura amargurada por causa de uma dúvida: Capitu o traiu?
Capitu não traiu. Claro que Machadão deixou a dúvida, eterna por sinal, que faz gente discutir em mesa de bar até hoje (quero ver Paulo Coelho ter esse poder daqui 100 anos, pff), mas é uma dúvida tão pertinente…
E eu acho que Capitu não traiu. Tanto não traiu, que nem discutiu. Bentinho devia acreditar nela e ela sabia disso oras bolas, se não acreditava, não era merecedor do tanto de amor que ela sentia por ele. E Baltazar? Ele era um amigo caceta! Por que ela ficou com olhos de ressaca no enterro dele? Você não ficaria se um amigo querido morresse?
Duvido que havia um “affair” ali, duvido que Capitu traiu o amor da sua vida inteira e não concebo Bentinho não se importar e não dizer nada…

E desde que terminei de ler Dom Casmurro, lá em 2000, eu queria que a minha filha chamasse Capitu. A minha Capitu com olhos de ressaca… Aí vai um autor de novela que eu nem lembro qual é e coloca o nome de uma garota de programa de Capitu. Broxei né?! Mas tudo bem, acabou, passou o hype, agora Capitu é hype novo de novo e é bonito. Filhota, se um dia você nascer, seu nome será Capitu.

Quanto à minissérie… A riqueza de detalhes, o romantismo explícito, os diálogos e as passagens, a divisão de capítulos… Para mim está ótimo. Nunca uma minissérie, série, filme, novela, qualquer-coisa, será uma cópia fiél e religiosa de um livro. Não dá, porque lendo cada um interpreta de uma maneira, o que o autor descrever como sendo uma parede pode ser azul prá mim e vermelha prá você, entende? O caso é que está bem feito e não parece Globo e pronto. Eu gostei, de verdade.

A trilha sonora é um capítulo à parte. Eu não conhecia Beirut até bliparem (foi a S1mone) e gostei e hoje eu vi o clipe e começou uma puta discussão em cima disso: ninguém gostava e agora todo mundo vai gostar porque passou na Globo. Ei, péra lá.
Eu não gosto de Regina Spektor porque a música está na novela, eu gostava antes, mas eu fico bem feliz de ver uma guria ouvindo Regina Spektor na rua, ao invés dela ficar ouvindo o “Funk das Perseguidas” ou qualquer coisa que o valha. Poxa, alou, não compartilhar cultura é que é OVER. Todo mundo reclama que o país não vai prá frente e é claro que não vai, quem tem um pouco mais de cultura fica monopolizando prá dizer que é “cult” e diferente… Deixa o povão saber, ensina o povão a admirar… Não critica um país que só fala de bunda se você não tem nada melhor prá oferecer do que o seu desprezo, ok?

Recado dado, fica aí a abertura de Capitu e o clipe da música-tema de Bentinho e Capitu.
De arrepiar héin?!


Li por aí que Capitu é microssérie. Micro, mini, nano, não importa tá? Então tá…

Bar é um problema né? O povo bebe uma cervejinha à mais e, quando se dão conta, dão os detalhes mais sórdidos e bizarros da sua vida para uma infeliz blogueirinha meia boca fazer uma promoção no blog.

A Ediouro me deu mais um livro para sortear: A Vida Secreta dos Grandes Autores conta tudo o que não sabíamos sobre aqueles caras que a gente lia com o maior prazer (ou não).

Véi, Tolkien é como a gente! Ele era um péssimo motorista como eu algumas pessoas que eu conheço e ainda por cima tinha galofobia! Bizarro!
Shakespeare demorou para conseguir firmar a escrita do seu nome, passando por várias variações (trocadinho infâme).
Lord Byron… Bom, esse só lendo para crer!

O autor da pesquisa e dos comentários hilários é o Robert Schnakenberg (ele esqueceu de falar no livro o quão difícil é falar o nome dele). As ilustrações, também engraçadíssimas, ficam à cargo de Allan Sieber.

O caso é que o livro é incrível e, cá entre nós, comecei até à achar legal vários livros que eu achava um saco na época da adolescência, como Balzac e seu Pai Goriot que eu tive que ler E resenhar para a escola. Foi terrorismo gratuito da professora, mas aprendemos à nunca mais jogar truco na aula dela.

Agora vêm a parte boa. Eu embebedei (mentira, embebedaram-se sozinhos) uma meia dúzia de grandes blogueiros da imensa blogosfera e “arranquei” deles as confissões mais bizarras possíveis. Após ler tais confissões eu espero que você, leitor, se inspire e também me conte um de seus segredos, o melhor segredo/confissão ganhará o livro! Simples assim, então lá vai:


Lu Monte é linda e inteligente, mas essa inteligência foi moldada por, nada mais, nada menos, que 8 escolas. Sem contar a faculdade! Foi quase uma escola por ano, uau!

O Fugita é ex blogueiro muito amigo de uma jornalista.

A Doris (sim, eu conheço a Doris, morra de inveja noob) diz que é a pessoa mais estabanada do planeta, vive tropeçando em tudo que é lugar.

Mobilon é mais do que um geek fanático por tecnologia, ele já jogou vôlei na escola e chegou à campeão regional pelo time do colégio.

A Nospheratt é um caso ímpar. Ela aprendeu à ler e à escrever aos 3 anos de idade! A pequena prodígio ainda dançava Ballet no Ballet Municipal de Folclore, em Riviera (Uruguai)!

Markun confessou que leva o notebook para todo canto e acaba escrevendo seus posts no “troninho” e isso virou citação de seu pai em uma palestra.

O Emerson tem um sobrenome bizarro: Alecrim. Além disso, quando criança, se chamavam “Ô Idiota” ele olhava, achando que era com ele!

O Faso não só faz os toys mais lindos da face da Terra, como têm um apelido condizente com a profissão: Pelúcio! Pior não é isso, o carro dele também têm nome e, como não poderia deixar de ser, é o Pelúcio Móvel!

A Joaninha mais badalada do Brasil acorda no maior pique e seu café da manhã é composto pela extraordinária mistura de Mamão Papaya com Yogurte e Granola. Assim, tudo junto mesmo! Além disso, ela tem uma super memória, lembrando de acontecimentos desde os seus 2 anos de idade!

O Cardoso já teve uma experiência bem bizarra com uma mulher. Eles estavam quase nos finalmentes quando ela fica só de calcinha, mas não era uma calcinha normal. Era uma calçola da Mulher Maravilha, azulona e com estrelas brancas! No mínimo, broxante.

A Liliana é linda, inteligente e… Operava cérebros! Ela é neurocirurgiã de verdade gente! Uma vez até deu uma mão para salvar um Tucano. O bichinho ficou entalado e ela conseguiu salvá-lo. Além disso, ela é amiga da mulher do Chuck Norris. Uau!

Mirian Bottan é mais do que uma anã hiperativa, ela é uma Dwarf Queen Of Rock! Mirian, em uma adolescência saudável, teve sua banda de rock, onde cantava com seus cabelos “vermelho-fogo”. Mais legal que isso é que a mãe da Mirian é o Wolverine e isto não é brincadeira. Mirian contou que a mãe dela tem cicatrização mais rápida que o normal e os médicos estão estudando o caso e escreverão um livro sobre o caso! Uau!


Quer ganhar o livro sobre a Vida Secreta dos Grandes Autores? Me conte a sua história bizarra aí nos comentários!

Resultado da promoção: 29/09/2008;
(Valeu pela correção @Allucci)

Os blogueiros da lista acima poderão participar se tiverem mais alguma coisa bizarra à contar, mas deve ser algo mais bizarro do que o já contado (hehehe).
Não peguei mais blogueiros por falta de oportunidade, afinal não é muito simples embebedar pessoas.

E sai o resultado da promoção!

Os comentários vencedores foram:

“Olá Carol. Acho que vou ser o primeiro, hehehe.

O Senhor comedor de kibe Paulo Salim Maluf foi Prefeito de São Paulo de 1969 à 1971 e Governador de São Paulo de 1979 à 1982.

Não sei se interessa aqui na respostas, mas vi você falando de seus pais e tal, e os meus pais também viveram na época da ditaruda e tudo mais. Minha mãe não é muito de política, mas meu pai, mesmo com muito pouco estudo, é um cara extremamente bem informado, que apesar de ser meio egocentrico, entende dos assuntos de política e sempre me instruiu. Não entendia o que ele me falava, e depois de ter estudado políticas públicas na faculdade, tudo clariou, e por fim, entendendo aquela coisa de direita, esquerda, e etc e tal, chego a conclusão que o habbib maluf, o lula molusco, o josé assassino da serra elétrica, o tucano aiquemintira e todos outros são por fim um bando de safados que sim foram dominados pelo dinheiro e poder que subiu a cabeça. Todos roubaram, todos fizeram e todos se comem um ao outro pra ter mais poder e mais dinheiro, isso é fato, infelizmente.
Eu aprendi que tudo se deve ser estudado para que você tire suas próprias conclusões, então gostaria mesmo de ganahr esse livro pra entender o que se passa na vida deste ser.

Quanto à o que eu faria, neste momento de recém chegada de Dark Knight nos cinemas, com Joker e td mais, eu faria o caos, a anarquia, faria todos sofrerem e aprenderem a dar valo ao que tem e ajuda o próximo.

Hehehe, brincadeira.

Hoje em dia seria muito complicado reverter o quadro atual de nossa cidade. As pessoas passaram a ser corruptas elas mesmas, e se necessário passam umas por cima das outras para ter o que bem entender. Eu sempre fui sensato de que o poder jamais subirá à minha cabeça, seja lá no que for.

Em São Paulo acho que o mais conveniente seria inicialmente em campanhas de conscientização contra uso de drogas, bebidas e seguiria alguns projetos o governo atual. Propostas feitas e começo de resultados aparecendo, as campanhas e dinheiro com certeza seriam vínculados à educação, desde maternal, para desde cedo cultivar uma sementezinha de bom senso, curiosidade e “pesquisa” na cabeça de todos, para que as gerações futuras crescecem com um sendo crítico digno, à ponto de serem suficientes por si só e não mais precisarem de um ladr… huhum… governante tomando conta deles. E, por fim mas não menos importante, junto disso tudo investir na saúde que atualmente é uma vergonha não só em SP mas nacionalmente falando, e uma grande limpeza em todas nossas polícias e forças militares.

Porém, saindo do mundo da lua e voltando à realidade, sabemos que por fim quem controla tudo isso é a elite, e eu, um mero rapaz de 20 anos de nada mudaria neste sistem de merda que nos encontramos, se é que posso falar de merda nesse lindo blog de… deixa pra lá, isso fica pra você falar, hehe

Um beijo e aguardo minha cópia ;)

Igor wrote on July 30, 2008 – 3:01 pm

E

“Paulo Maluf foi prefeito da cidade de São Paulo de 1969 a 1971, mais tarde governador do estado de São Paulo de 1979 a 1982 e foi prefeito da nossa cidade novamente quando a gente ainda era criança, de 1993 a 1997. Você tem a mesma idade que eu, no último mandato dele a gente estava na.. terceira série e dançava chiquititas. Talvez, escolher o Celso Pitta como sucessor da prefeitura tenha sido o pior erro da carreira política dele. Mas a mesma história que você ouviu dos seus pais Carol, eu ouvi dos meus. E ainda hoje ouço dos meus chefes, todos tipicamente paulistanos, inteligentes e politizados.
Todos gostam do Maluf, defendem que ele soube dirigir nossa cidade com pulso firme e foco.
A política no nosso país é muito absurda. A corrupção chegou a tal complexidade que é absolutamente impossível apontar uma única figura pública que não esteja envolvida em desvio de capital público. Assim como você, acredito no Maluf por que ele sabe trabalhar e dirigir a cidade muito bem. Mas é necessário muito mais do que todo esse potencial. É necessário uma campanha com projetos sólidos, por que você que mora aqui sabe, nossa cidade precisa de ordem urgentemente.
Quero muito o livro, quero conhecê-lo mehlor, estou curiosa.

E ah, se eu fosse prefeita (!) investiria na coisa mais básica dessa vida que é a educação. Nossa cidade é o coração comercial do país. Aqui, tudo acontece. Sem educação, nada acontece. As escolas precisam emplementar políticas públicas e ambientais na sala de aula desde o ensino fundamental de moro coerente, com ferramentas e recursos melhores. Escolas precisam de infra estrutura, professores bons, aulas de qualidade, materia de qualidade, espaço. A escola precisa ser sincera com o aluno, fazer parte da vida dele como peça fundamental na formação intelectual. Quem tem escola não precisa de um monte de outras coisa, não e mesmo?

Achei muito bacana o seu texto. Esse blos está entre os últimos melhores que tenho lido, e essa iniciativa de defender o candidato que você acredita é genial. É um começo. Em tempos de barack ‘n roll o nosso país também precisa de gente jovem que tenha conteúdo político de qualidade pra dividir, expressar idéias, ter “em que acreditar”.

Quanto ao Estado, é um jornal que eu realmente não leio. Acho o conteúdo de cultura e arte fraco em relação ao da Folha e ao de muitos blogs (!) O único caderno interessante é o Link.

um abraço.

Ana Carolina wrote on July 31, 2008 – 1:53 am”

Os livros serão enviados ou dados pessoalmente, como é de meu costume!

E quem não ganhou ou não gostou da promoção, aguardem que vem mais uma e bem divertida por sinal!
<hr>

maluf
Ele, Maluf, Trajetória da Audácia.

Sei que é difícil falar de política, ainda mais quando não se viveu em tal época política, mas após ler a biografia de Paulo Maluf, muitas coisas esclareceram na minha cabeça. Ou confundiram ainda mais.

A biografia conta não só a história de Paulo Maluf, mas a história de São Paulo. Por conta de minha origem e minha educação, sempre gostei do Maluf. Ele era um entusiasta numa época de opressão, era bem visto pelo governo e, com isso, conseguiu realizar suas obras.

Então vamos lá, juntar as histórias.

Meu pai tem 69, quase 70 anos. Minha mãe, que faleceu o ano passado, teria hoje 62. Durante toda a minha vida eu sempre ouvi que “Maluf rouba mas faz” e seria esse o seu jargão. Meus pais não concordavam com isso, afinal, Maluf não precisava roubar para fazer, sua família já tinha patrimônio e dinheiro suficiente, ele entrou na vida pública porque queria, porque achou que era importante.

Isso sempre ficou na minha cabecinha até minha sétima série, em 2001 (aiii quanto tempo), quando estudava a história do Brasil, que é totalmente entruncada com a história de São Paulo. Tinha uma professora, minha querida “Popô”, Maria Paula, que explicou melhor o momento político do país após o golpe militar de 64. Confesso que senti asco pelo que ocorria no país, porém, um belo dia estava eu estudando aos brados (porque não consigo estudar quieta), quando minha mãe chegou na porta do quarto e começou a me corrigir. Ela vivenciou tudo aquilo e, mais, aqui na Capital. Ela viu São Paulo quando era só terra batida e viu São Paulo virar asfalto. Ela sim poderia me dar um veredicto sobre a pessoa de Paulo Maluf, sobre o momento político vivenciado naquela época e sobre a ditadura militar.

A ditadura militar foi ruim, sim. Se eu vivesse naquela época provavelmente não teria chegado aos meus 20 anos, porque eu gosto de ser LIVRE, eu gosto de falar do que eu penso, do que eu quero, do que eu gosto. Naquela época não se podia falar, pensar, existia, inclusive, um plano de alienação da população. Nada me tira da cabeça que a Jovem Guarda era lavagem cerebral. Enfim, sendo ou não, era permitido e era “legal”.

Porém, como me disse minha mãe, antes da ditadura militar e mesmo durante a mesma, apesar da repressão, tinha-se uma educação de qualidade. As crianças/jovens eram obrigados à “pensar”, tinham que refletir. As pessoas tinham um salário mínimo digno e todo mundo conseguia comer. Claro, miseráveis sempre existiram, mas naquela época só não tinha emprego quem não queria. Ou quem era “revoltado”.

E foi durante a ditadura militar, mais precisamente em 1969, que Maluf assumiu pelo primeira vez a prefeitura da cidade de São Paulo e o fez por merecer. E o fez bem. Construiu viadutos e ampliou avenidas. Quando saiu de seu primeiro mandato, em 1971 e foi nomeado secretário de transportes fundou a FEPASA, apostou em transporte ferroviário que, pelo que me consta, seria até hoje a melhor alternativa para desafogar (um pouco) São Paulo dos caminhões.

E é agora que eu vou pegar em um “pau grande” (com o perdão da expressão).

Paulo Maluf sempre foi duramente criticado e, talvez, caluniado pelo grande veículo impresso de imprensa (adoro o trocadilho), Estadão.
O Estado de São Paulo não admitia um “comedor de quibes” à frente da cidade, fazendo ataques constantes a ele. E como grande veículo impresso de imprensa, acabava e até hoje acaba, influenciando a opinião da população. Claro que à muito o tal jornal virou “mídia de massa”, escreve o que lhe convém, mas naquela época de ditadura, escrevia só o que podia. Não sei quando era pior. Fico até me perguntando se a tentativa (falha) de fazer Maluf cair em desgraça, não seria o que o mesmo veículo tenta fazer com os blogs. Me desculpem os jornalistas que trabalham no Estadão, mas acho que essa “monarquia absolutista” que está reinando aí dentro deveria cair juntamente com o cabresto de seus chefes de redação.

O caso é que minha opinião sobre o Maluf agora é outra. Tenho um respeito muito grande por sua pessoa, maior ainda pela sua vida pública e vou defendê-lo sim em qualquer discussão política ou mesa de bar.

Agora a parte boa. O livro “ELE, Maluf, trajetória da audácia” me foi cedido pela Ediouro, li com muito gosto e por isso formei tal opinião em cima do político, por isso gostaria de compartilhar com vocês, que lêem esse blog de merda os outros dois exemplares que me foram cedidos!

Claro que não será só pedir. Nem tudo é fácil assim baby! Para ganhar você precisa visitar ESTE TEASER SITE do livro e me fornecer as datas de todos os anos em que Maluf foi Prefeito e Governador de São Paulo e responder à seguinte pergunta:

Se, hoje, você tivesse a oportunidade de assumir a prefeitura de uma metrópole como São Paulo, em que investiria? Por quê?

As respostas devem ser dadas nos comentários, as duas pessoas inteligentes que acertarem as datas e derem uma resposta satisfatória à pergunta, levam o livro!


P.S.: Agradeçam à @MissMoura por ter me dado a oportunidade de realizar tal sorteio e ler o livro, espero que muitos mais venham para minhas mãozinhas e para a de vocês, leitores deste blog de merda
P.S.2: Se eu escrevi “tragetória” no meio do texto, me desculpem por favor, é que fiz isso ontem 23h…


Confesso, eu sempre tive preconceito, dos grandes, com os tão aclamados “best-sellers”. Não que todo livro que venda muito é ruim, mas principalmente os “não-ficção” falam muito de auto-ajuda ou são pornográficos, não é o tipo de leitura que me interessa…

Quando peguei este livro nas mãos não foi diferente. Fiquei feliz por poder ler, mas já comecei sem muita expectativa, achando que fosse um daqueles livros para parar no meio…

Me enganei.

A história é fofa, engraçada, emocionante…

Marley Marley

Marley & Eu conta como um labrador foi parar na mão de um jovem casal. Casados à pouco tempo e querendo ter filhos, por que não tentar ter primeiro um cachorro? Marley fez a alegria do casal, mas tinha alguns, hummmm probleminhas… Marley tinha medo de tempestades, comia tudo o que via pela frente… O doce filhote se transformou num cachorrão de 50Kg estabanado e até mal criado!

Marley conseguiu ser expulso das aulas de adestramento, fez ponta em um filme, se jogou em cima de muita gente, cuidou dos donos… Enfim, mesmo com todos os defeitos e disturbios, foi um cachorro que ensinou algo à seus donos. E eu não vou falar o que é, porque essa é toda a essência do livro!

Ok, me desfiz do preconceito e li um bom livro. O autor, John Grogan, soube detalhar bem o comportamento do cão e como ele influencia a sua vida e de sua esposa. A história é marcante, viva e faz qualquer um pensar… Pensar em futuro, em realizações, em viver, em aprender… Não é só a história de um homem e seu cão, mas a história de uma família e seu cão e como é forte a relação entre eles, relação essa que nos faz refletir muito sobre esse amor incondicional de animais e seus donos.

Ahhh e sabe o que é mais legal?! Vai rolar adaptação para o cinema muito muito em breve!!!

Para completar, terminei de ler o livro por esses dias e ontem chegou em casa a “Chiquinha”, uma cocker com basset (aqueles cofap)… Ou seja, é uma salsicha marrom com pêlo baixo e orelhuda, uma gracinha! Meu priminho pediu tanto, tanto, tanto que cederam e agora temos uma cadelinha fofíssima em casa! Espero poder usar o que aprendi com a história do amor de John e Jenny por Marley para ensinar alguns valores ao meu priminho também!

Recomendo a leitura, principalmente pela diversão proporcionada pelas trapalhadas do “pior cão do mundo”!

Um beijo e um queijo ;)