Pois é leitorezinhos do meu blog meia boca, tenho um colaborador. Uma boa alma caridosa decidiu que ia me ajudar já que o trabalho está comendo o meu fígado (com temperos mil) e ultimamente meus posts tem sido bem escalafobéticos. Engraçados, mas como disse a Srta. Bia, escatológicos.
Lembra do Júlio? Então, tem o Júlio e ele tinha o Léo, o seu leão de estimação. Tá, facilito, clica aqui.
Então, o Léo decidiu que vai me ajudar, já que ele cansou do Júlio e prefere meus peitos tem muito tempo livre.
Vai lá Léo, enfia com força nos meus putos, eu deixo!
Apresentação
Sabe, alguns dias atrás me aconteceu uma coisa que me lembrou a minha infância. Uma lição que eu devia ter aprendido, mas deixei esquecer pelo tempo, pela minha arrogância e acho que pelo meu excesso de esperança também.
Ainda lembro como se fosse hoje, ganhei uma bicicleta nova de Natal quando era criança. Bem, não tão criança assim, deveria ter uns nove anos de idade já. Fiquei muito feliz e não largava a bendita de jeito nenhum. Passava o dia todo de um lado para outro, como se não existisse nada no mundo além daquilo. Nem a chuva, nem o sol, nem mesmo as assaduras me faziam esquecer daquilo.
Com algum tempo de prática, resolvi descer uma “senhora” ladeira com a bike. Se fecho os olhos sinto o vento bater no meu rosto, a velocidade aumentando até fazer eu me sentir leve como uma pluma. Lembro da minha mão tentando acionar o freio e o desgraçado não responder. Agora ouço a minha voz, ainda fina de criança ecoando na minha cabeça e dizendo apenas uma palavra: “FODEU”.
Fiz o que eu pude, me joguei no primeiro poste para me estourar o menos que pudesse. Se não tivesse feito isso, teria chegado até uma avenida e provavelmente me tornaria matéria do Datena. Muitas lágrimas depois, me levantei e voltei para casa com a bicicleta nas mãos (ela estava de uma tal forma que eu não ia conseguir pedalar aquilo nem que eu quisesse). Hoje eu vejo que nem me machuquei tanto assim, não quebrei nada e ainda consegui voltar para casa sozinho. De qualquer forma demorei a ter coragem de encarar aquilo que tinha me feito tão feliz de novo e me arrependo de não ter voltado a aproveitar a magrela.
Com 19 anos nas costas, um adulto, isso aconteceu denovo comigo. Descobri uma outra coisa que me fazia muito feliz, mas minha ansiedade e arrogância fizeram com que perdesse o freio da minha vida e mais uma vez, percebi que ia me machucar feio. “FODEU”, voltou a ecoar na minha cabeça, agora com uma voz grave e forte e forcei a situação para que acabasse antes que a história se tornasse ainda mais dramática.
Fui covarde e mais uma vez quando deveria ter me levantado de uma vez, encarado a vida com um sorriso no rosto por tudo ter acabado até de certa forma “bem“, fiquei sentado vendo tudo o que havia sido destruído, procurando respostas para o inexplicável, sentindo as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Agora vejo que ainda sou uma criança, pois apenas o meu ego havia sido ferido e as minhas fantasias eram tudo o que eu havia perdido. Apenas depois de todos esses erros vejo que ainda tenho muitos sonhos a serem realizados e metas a serem alcançadas.
Assim que me levantei percebi que o mundo não vai começar a girar da forma que desejo. Por mais que me esforce ainda existem coisas além da minha capacidade, além do meu entendimento.
Enquanto escrevo compreendo o quanto mudei e o quanto ainda preciso mudar para sobreviver nesse mundo.
Espero que não seja muito tarde, já que existe um erro que não quero cometer novamente. Não vou deixar de “pedalar” porquê as coisas não aconteceram da forma que eu queria. Nos próximos passeios, já não posso mais esperar as emoções que tanto quero, porém faço questão que elas aconteçam, pois aprendi muito com elas e sei que me farão por alguns momentos esquecer o mundo e me divertir.
Pensando bem, acho que certas emoções não foram feitas para mim. E o mais engraçado é que eu não fico triste em dizer isto.
(Obs: A lição do patins nunca vou me esquecer: “Não abra demais as pernas!”)
Bem vindo Léo, você tem futuro, já disse! Obrigada!