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Feb
22

Tem que saber blogar?

Posted by kaka under Dicas e Utilidades


E está aí uma coisa que eu não sei fazer aqui no Meu Veneno. A periodicidade das postagens é toda louca e eu não me inspiro a escrever sobre nada e me inspiro sobre tudo ao mesmo tempo. Mas não vim até meu espaço cativo pra falar dele mesmo, mas pra falar sobre blogs numa vibe “especialista em social media”. Deixo claro que não sou especialista em social media, minha única grande especialidade é comer pizza, mas acho que já estou “há tempos suficientes” no meio para dar um parecer sobre.

Vi no blog do Eden um gráfico que me deixou intrigada, mostrando que blogs ainda são o melhor meio de anunciar. Só que, usando o chavão do apresentador narigudo global, foi tudo pra um mesmo caldeirão, o das “ações”. Ok, é super massa fazer ações com blogs, mandar kit, mandar produto, montar sorteio, levar blogueiro pra passear e etc? Cara, é O MÁXIMO fazer isso, porque um dos princípios do marketing é dar a possibilidade de uma experiência e o blogueiro, que não é bobo nem nada, aproveita essas experiências para formar sua opinião sobre a determinada marca. É ponto pro marketing e para as marcas, claro, só que o fluxo constante de blogs sorteando kit, passeando e ganhando dinheiro postando já está maior do que o mercado pode suportar. É legal essa interação com os leitores do blog? É massa, é válida, mas toda semana enche o saco, entendem?

Eu tô pra ver uma empresa que vai pegar, vai chamar um blogueiro, vai sentar com ele e explicar cada mínimo processo do que eles fazem, vai dar suporte suficiente pro cara e esse cara administrar o blog DA EMPRESA. Ao invés da empresa saturar 500 blogs com ações, ter um blog com notícias relevantes sobre a sua marca, sobre os seus negócios, sobre como a marca vê seu público e, por quê não, de vez em quando rolar sorteio de brinde pra galera. A ideia de um blog assim, feito pra uma marca/empresa, escrito por um blogueiro que sabe argumentar e sabe sobre o que está falando é tão distante assim para as empresas brasileiras? Ou já existem vários desses por aí e o mercado não é carente de blogueiros e eu estou viajando na maionese? Ou a onda agora é twitter e ninguém mais lembra dos blogs? E, minha pergunta mais frequente sempre, por quê as empresas valorizam mais os números do que a qualidade do que estão repassando na rede?

  1. Mayara Said,

    Olha, tem uns blogs que eu acompanho, que são o da Tanara (tanarabrasil.com.br/blog) e da Kolosh (www.kolosh.com.br/clube) ambas marcas de calçado da Dakota… São bem legais, falam sobre tendências, moda, etc e também sobre produtos e novidades da marca…
    Super bem escritos, obviamente por alguém com experiência, então acho que até tem esse tipo de blog por aí, mas talvez ainda tenham uma exposição pequena, comparada com os “grandes blogs de -insira assunto aqui-”…

    Resposta

    kaka Reply:

    Eu queria ver uma grande empresa ou multinacional com blogs do tipo, por exemplo, uma multinacional de importação de peças de carros com um blog sobre autos e sobre como funciona o esquema de importação, custos, novidades… Dá pra blogar sobre qualquer coisa mas ninguém explora isso!

    Resposta

    Mayara Reply:

    Bom, pensando assim, faz sentido…
    Mas acredito que tem muita marca pensando em blog… Até, imagino, tem algumas multinacionais com blogs… Mas não sei o quão influentes ou quão bons eles são… Pessoalmente acompanho poucos blogs, então não saberia dizer…

    Realmente dá pra blogar sobre qualquer coisa, o difícil é convencer uma empresa que se ela não falar só sobre si mesma, ainda assim terá uma legião de fãs (vide os twitters de marca, que as empresas abusam para falar de si mesmos)

    Resposta

    kaka Reply:

    Então, o difícil AINDA é convencer as empresas que qualidade é melhor que quantidade, acho que a galera tenta fazer isso desde 2006 e como não dá certo, partiram para as “ações” e os brindes, saca?

  2. Leonardo Aguiar Said,

    Kaka, não sei se entendi bem a sua ideia de as empresas contratarem um blogueiro para avaliar e opinar sobre seus produtos. Se a ideia é essa, nua e crua, eu acho que o blogueiro em questão perderia em credibilidade, uma vez que boa parte do seu antigo público passaria a achar que ele se vendeu para uma determinada marca, e que as suas opiniões já não são mais imparcias, e pior, eu acredito que em muitos os casos, realmente não seriam mesmo imparcias.

    E para a empresa seria ruim, não melhoraria as ações de markting dela, já que o público daquele blogueiro antes tido como imparcial e de ótimo senso critico, passaria a desprezar ou menosprezar as opiniões dele.

    Infelizmente seria assim, uma pena, mas seria assim.

    Ótimo post, parabéns, espero que venham muitos comentários, essa discussão promete ser interessante e muito enriquecedora.

    Resposta

    kaka Reply:

    Então, essa a mentalidade que todo mundo tem. Eu acho que o blogueiro contratado deveria ter liberdade para criticar também e pra mostrar como a empresa lidou com a crítica dele, então ele não perderia em credibilidade. E outra, não precisa ser um blogueiro já com blog, pode ser um jornalista, algum entusiasta, qualquer um com capacidade e disposição para escrever, com a publicação de conteúdo de qualidade mostrando a empresa, o que ela faz, o que pode melhorar e com uma boa capacidade de argumentação ao lidar com feedback negativo, acho que tanto a marca como o blogueiro só ganhariam em credibilidade, tanto que eu acho que o blogueiro deveria ser alguém da própria empresa.

    Acho que consegui mostrar meu ponto de vista em relação ao que você disse, né?

    Resposta

    Leonardo Aguiar Reply:

    Conseguiu sim, entendi melhor sua ideia agora e com os comentários da Mayara, a minha dúvida ainda é a seguinte: será que o público alvo desses blogs confiariam nas opiniões escritas ali?

    Resposta

    kaka Reply:

    A partir do momento que a marca quer entrar em contato com os consumidores e pede a opinião deles, ganha credibilidade e confiança, porque está disposto a algo que nem todas as empresas/marcas estão: aceitação de crítica e melhoria em produtos. ;)

  3. Marcel Said,

    Uma coisa é fato: QUALQUER atitude por parte das empresas funcionaria melhor do que a forma como eles encaram a web HOJE.

    Resposta

    kaka Reply:

    (seu comentário tinha ido pro spam!)

    Eles sabem o que é a internet, só tem medo ainda e os “especialistas” não tem ajudado muito nesse aspecto, inclusive os que tentam ser “mega profissionais” não oferecem esse tipo de proposta porque não vende, o cliente quer número e não qualidade, tem que mudar a mentalidade deles nesse sentido.

    Resposta

    Eden Reply:

    Pois é, lindona, é complicado vender qualidade. Os clientes estão acostumados a comprar quantidade (impactos) então é bem mais simples vender a eles o que conhecem: números inflados. Para que ter mais trabalho? Os clientes querem investir em mídia social (afinal é cool) e as agências querem comer esse dinheiro. Quer número? Te dou número! Faz publi naquele blog cuja as 50 mil visitas dias vem todas do Google e o publi vai passar despercebido afinal está na home. Me dá aqui 50 mil, eu gasto 5 mil com blogs e está tudo certo. Todo mundo sai ganhado.

    Planejar? Propor? Ensinar? Explicar? Defender? Nãooooo. Ganhar! E logo, antes que percebam que está tudo errado e tenham que fechar a bodega. Para que explicar que taxa de conversão é mais importante que page views? Para que explicar que leitores de nível tem mais poder de persuasão e tornam-se melhores veículos para a mensagem que os analfabetos que escrevem “torso por sua marca, fasso tudu pra ver ela cressendo”?

    O caminho é longo e tudo a nosso alcance deve ser cogitado – até mesmo um blog de determinada marca que eu considero complicado afinal apesar de estar disposto a “ouvir” o leitor ele passaria longe de ser neutro.

    Bem, pois é, comedora de pizza, para uma tartaruga ninja padawan você está se saindo muito bem com Social Media.

    Resposta

    kaka Reply:

    Eden, as empresas ainda só pensam em número porque é isso que a mídia dita “tradicional” oferece, a diferença é que um anúncio numa revista, que vai só “colar” o que a agência manda no espaço em branco, custa o mesmo que anunciar em 50 blogs por um ano (faça as contas). O que eu acho é que blogueiro não sabe cobrar e que cliente não tem ideia do que está fazendo, ele só sabe que ele quer aparecer ali na internet e pronto… E eu bato na mesma tecla: a hora que UM empresário perceber a cagada que estão fazendo com uma mídia promissora, ir lá e dar um jeito, adeus panelinha e ser chamado de lixo de mídia. Só precisam dar a cara a tapa pra ver que a internet não é um monstro que vai criticá-los o tempo inteiro e só vai pedir melhorias escalafobéticas…

  4. Mayara Said,

    Acho que não dá pra dar reply do reply do reply XD
    Enfim, é, pq promoção, sendo um veículo online ou offline os caras das empresas entendem.. Mas explica pra eles que eles podem ter uma revista de circulação nacional, confiável?
    Explica que eles podem ter uma rádio ou tv web e que isso pode sim dar um baita “ibope”?

    É difícil ;)

    Resposta

    kaka Reply:

    As empresas/marcas ainda tem medo de criticas, mas quanto mais fogem delas, mais as encontram…

    Resposta

    Leonardo Aguiar Reply:

    “As empresas/marcas ainda tem medo de criticas, mas quanto mais fogem delas, mais as encontram…” Disse tudo Kaka!

    E o medo das empresas de receber criticas é que me faz pensar se elas aceitariam ter em seu quadro de funcionários um blogueiro, e deixa-lo publicar textos imparciais sobre os seus produtos.

    Dificil, mas seria ótimo!

    Resposta

    kaka Reply:

    Acho que com um projeto bem elaborado pro blogueiro e para a empresa seguir, rola sim. Outra coisa: o blogueiro tem que ser funcionário, estar dentro e presente na empresa, estimulando os outros funcionários a também blogarem e/ou comentarem.

    E, sinceramente, eu duvido que seja utopia minha.

  5. Xexell Said,

    A proposta é boa..

    Resposta

    kaka Reply:

    Falta as empresas perceberem isso! ;)

    Resposta

  6. Anamaria Said,

    Como blogueira ,não profissional, vejo a necessidade da valorização dos blogs e dos blogueiros em geral. Eles tem andado em decadência depois que as mídias sociais invadiram o mercado, tipo crista da onda no momento. Tà é até legal falar das mídias novas, mas e ae vamos deixar os blogs de lado?#prapensar. O assédio das empresas aos pro-bloggers é grande claro, pq tem grande audiência e o marketing fica mandando convitinho daqui, presentinho de lá achando que podem conseguir influenciar a massa que o seguem questiono se isso é possível realmente?Concordo que a qualidade é melhor que a quantidade, mas será que convidar um problogger pra assumir o blog de uma empresa pode trazer mais lucro , visibilidade? Não sei. Sinceramente acho que hj o marketing, tem pensado muito pequeno, não tem focado no relacionamento com o consumidor, sim no nome na marca. Blogar pra uma empresa tem várias responsabilidade e acho q o blogueiro saí perdendo sua liberdade de expressão. É uma dicussão longa, mas sugiro utilizar blogueiros pequenos, que tenham boa escrita, voltada a um nicho pequeno, que tenha boa visão e seja um usuário não usado pela marca para falar do produto, com uma liberdade garantida de expressão e visualizar focos micro para depois atingir os macro. Micro experiências que produzam macro-resultados.

    Resposta

    kaka Reply:

    Eu discordo em algumas coisas. O cara que vai escrever não precisa nem ser pequeno e nem ser pro-blogger, pode ser alguém que gosta de escrever, ponto, alguém disposto a aprender sobre os processos da empresa. O problema é que todo mundo ainda pensa “dentro” da caixa, todo mundo pensa em produto, esquece produto e parte pra empresa, como no exemplo que eu dei pra Mayara de uma importadora: ela fala de produto, mas fala primeiro dela como empresa. Tem que sair do “visão/missão” e tem que dar a cara pra bater, é muito fácil manter uma visão de mercado quando o consumidor não tem chance de opinar e é muito fácil ter uma missão como empresa sem saber o que o usuário final (consumidor) quer de verdade…

    Entendeu?

    Resposta

    Anamaria Reply:

    O problema é que as empresas até falam em criar relacionamento com o consumidor, saber o que ele quer, mas ficam no limite de segurança. Tem medo do que o consumidor vai falar, mas relacionamento só se criar como vc disse dando a cara pra bater. A tese do relacionar é SAC que tava até comentando hj, tá pra lá de atrasado. A aventura pra ouvir o comsumidor não tem saber agradável no começo, dói, mas cria na empresa com a voz do consumidor, quando ouvido e bem atendido, a empresa vende mais.O boca a boca ainda continua sendo efetivo. O problema é quando envolve alterações graves no processos da empresa, nisso elas não gostam e nem querem mexer. Acredito que o correr o risco é o grande problema nisso tdo e a maioria não quer. Concordo com o marcel, as empresas tem que rever o relacionamento na web e acredito que muito mais fora dela? A pergunta é quem vai correr o risco? Tem uma rede social de marcas , não lembro qual agora vi outro dia no twitter, que parece pretender fazer essa ligação se não me engano. Vou pesquisar e passo depois. P.S: Acho que o Twitter não é sac….é rede de relacionamento, empresa que pensa como rede de relacionamento, cresce melhor, mas ainda assim creio que não é um lugar pra isso.

    Resposta

    kaka Reply:

    Ana, acho que você quis falar sobre o Drimio… Assim, eu acho que o esquema SAC ainda é válido SIM, só acho que as marcas tem medo do que o consumidor vai pedir/perguntar pra ela.
    Exemplo?
    Se eu chegar pra Garoto que eu quero mais bombons Gianduia na caixa amarela, o que será que eles me diriam? Eu tenho um SAC pra isso, mas eu não quero receber a resposta padrão, eu quero que alguém lá de dentro me explique por A+B porque vem 5 Alô Doçura e só um Gianduia. É esse tipo de coisa que as empresas tem medo, da contestação do que eles acham certo e de seus padrões.
    Só que se a Garoto estivesse disposta a tirar um Alô Doçura e colocar mais um Gianduia e dissesse que eu, como consumidora, tenho razão, é claro que eu faria a maior propaganda positiva da marca. O problema é que eles tem medo que todo mundo meta o bedelho. Pra isso serviria o blog, pra mostrar que nem toda sugestão é válida e pra mostrar que a marca, mesmo assim, tenta atender a maioria dos usuários.
    Entendeu?

  7. Mayara Said,

    Bom, agora abrindo o jogo MEEESMO ;)
    Sou de uma agência digital e os blogs que citei lá em cima são de clientes nossos (ok, fine, eu AINDA ASSIM acompanho eles pelos conteúdos, mas são clientes ;) )…
    Porém quem escreve não está dentro da empresa, mas na agência… Claro que temos um canal super aberto, mas ainda assim, não temos 100% de liberdade…
    Na minha opinião, é um passo, pode ser melhorado? claro! Mas talvez se mais empresas começassem assim (meio controlando) e fossem liberando aos poucos, poderiam se acostumar com mais facilidade aos blogs próprios…

    No Twitter nós temos muito mais liberdade para postar, sem aprovação, sem stress, podemos abrir o jogo e falar… Não vamos falar mal – até pq nunca houve a necessidade, mas nunca fingir que não há um problema, se há – sabe um SAC? “é, erramos, sorry, como a gente arruma isso?” é mais ou menos assim que a gente procura agir… Que é o máximo que podemos fazer…

    Resposta

    kaka Reply:

    Mayara, mas é blog de nicho e um nicho mega promissor. Fazer isso com blogs de moda, beleza, cabelo, é muito mais fácil, porque o trabalho se torna mais informal.
    O problema é que tem muita empresa mega tradicional ainda, que a galera bate ponto pra entrar, que só visam o lucro lucro lucro lucro… Esses vão penar pra entrar na web, por isso acho que deveria ter um blogueiro (que mais seria um consultor) dentro da empresa, o canal fica mais fechadinho porque não tem agência envolvida, só o marketing da própria empresa, mas o cara estando lá dentro, o canal se torna mais aberto, ele pode ir lá na sala do chefe e conversar sobre o blog sempre que der…
    Eu não acho errado escolher uma agência pra cuidar de um blog, desde que a empresa dê suporte ao blogueiro da agência, mas, sinceramente, para esse tipo de empresa que eu citei anteriormente, o blogueiro tem que estar lá dentro pra brigar pela liberdade de expressão do blog da marca/empresa…

    Resposta

    Mayara Reply:

    É verdade…
    Nós temos alguns clientes mais.. “sérios” como da indústria moveleira ou do varejo.. E eles até se aventuram pelo Twitter, por exemplo, mas é extremamente engessado, é difícil eles entenderem que se deve falar livremente, que a web não é um anúncio de tv ou revista que se enfia na cabeça de alguém…

    Como trabalho no ramo, minha esperança é que, aos poucos, eles entendam isso….

    Resposta

    kaka Reply:

    Eu acho que tudo depende de mostrar as possibilidades. Acho que um período de testes é válido, acho que levar o blogueiro pra visitar, sei lá, uma fábrica, pra poder ter material é válido… Eu acho que twitter é mais “descoladinho”, as empresas podem usar pra replicar o que elas colocam nos blogs e criar um canal um pouco mais direto com o público… Mas, de novo, eles querem saber de lucro, de “vender vender vender”, tem que colocar na cabecinha de pasta d’água deles que um conteúdo de qualidade vai fidelizar clientes que eventualmente vão comprar e indicar a loja/marca/empresa.

  8. Gilberto Pavoni Junior Said,

    Eu apóio jeitos diferentes de se envolver com blogueiro além dos jabás. Mas, pensar dói. Não sou contra os jabás. Livros e gadgets precisam ser mesmo enviados para serem consumidos e suas experiências de uso divulgadas. Não gosto de ver alarde sobre “Uia, ganhei uma camiseta da empresa X, que é maravilhosa”.. mas, quem entra nessa sentirá bem cedo a credibilidade indo pro ralo (a não ser para quem gostaria de ser mimado pela empresa também).

    Mas, blogs são realmente mais um canal.

    Uma empresa moderna precisa ser uma pós-empresa ou uma empresa+. Tem de expandir-se além de suas fronteiras e isso envolve muito a comunicação e o relacionamento. Blog, Facebook, Orkut, Twitter, Flicker, Youtube… precisa estar onde puder. Não em tudo, pq depende da empresa, da sua cultura e do seu negócio.

    É diferente apaludir uma Univeler no Twitter divulgando suas marcas e gerando visibilidade e uma CSN tagarelando sobre a próxima compra e causando pânico na Bovespa…. ou um varejo qualquer postando que só ele é lindomaravilhoso com ofertas imbatíveis. Tem estratégias e estratégias. Há empresas B2B e B2C, empresas com regras rígidas fiscalizadas por órgãos maiores e outras que precisam só de vitrine. E tb há os usos internos ou restritos… que ninguém fala e tem crescido até com mais consciência.

    O mais importante é saber que essas trolhas todas não chamam redes de relacionamento por acaso. É fato que a Internet serve a qualquer coisa, inclusive coisas antagônicas e com objetivos nem tão louváveis. Mas, para quem deseja estabelecer uma ação boa na Internet, vale a dica: relacionamento é tudo.

    Ter um bom relacionamento com o blogueiro, não significa que tem o mesmo relacionamento com o leitor do blog. Então, se a estratégia da empresa é conseguir divulgar a marca pro público e não conseguir um volume de postagens…. relacionamento impera.

    No fundo, por mais que se mostrem casos de uso, o certo é que as empresas não entendem ainda direito o que se passa…. muito consultor de midia social só sabe trabalhar com propaganda…. e muito blogueiro quer é mesmo garantir o orçamento do final do mês.

    Mas, tem outra questão aí. Empresas e agências estão acostumadas a trabalhar com a mídia tradicional. Dois jornais, uma revista semanal e um anúncio na Globo e o projeto é um sucesso (mesmo q custe milhões). Eles transferiram esse template para os blogs. Meia dúzia de blogs mais lidos e o sucesso é garantido… e ainda por cima vão chamar a gente de moderninho.

    E a gente aplaude essa mesmice e não vê que a diferença entre o Estadão e um blog famoso é quase só uma questão de suporte para as letrinhas (um é papel e o outro é digital).

    Mesmo assim, não sou pessimista. Qualquer mudança é melhor do que nenhuma mudança. E, com a porta arrombada, fica fácil passar. Só não gosto de enxergar isso como sendo só sobre blog. É mais amplo.

    Resposta

    kaka Reply:

    Eu também tento não ser pessimista e não é só sobre blogs. Acho que toda a internet oferece uma gama de possibilidades para cada tipo de necessidade do cliente, mas acho que num modelo de negócios, o blog ainda é o meio mais singular para uma empresa mostrar que pode ser moderna sem deixar de ser séria.

    Resposta

  9. Gravatai Merengue Said,

    Excelente, Caroline. O texto é ótimo. Principalmente quando se nota o critério usado para convocar blogueiros para as ações.

    Com exceção de algumas poucas, bem poucas, a tendência é chamar amigos, ou até mesmo pessoas que trabalham em outras agências, mas principalmente blogueiros “dóceis”. Não há em TODO O HISTÓRICO DA BLOGOSFERA BRINDÍSTICA um único caso (um só, veja bem) de quem tenha descido a marreta numa campanha e tenha sido chamado novamente pela mesma agência.

    Quando muito, fazem uma observação aparentemente menos pela-saco, só para não dar muito na pinta (e deve funcionar se o leitor-médio possuir no máximo dois dígitos de QI).

    Mas também não sou pessimista e nem acho que isso possa acabar. Do total destinado para as campanhas publicitárias, a parte que chega aos blogs é risível. Vamos supor, vá lá, um milhão. O quanto distribuído aos blogs é de 5 mil. Numa campanha de 10 milhões, 50 mil e assim por diante (cálculo BRÓDER, hein?).

    No mais das vezes, blogueiro fica com mostruário e já dá duplo mortal carpado de costas, elogiando a Nokia como O MELHOR LANÇAMENTO DO ANO. Depois a Motorolla manda o MELHOR LANÇAMENTO DO ANO. Então vem a Samsgung e nos surpreende com o MELHOR LANÇAMENTO DO ANO. Até que a LG manda O MELHOR LANÇAMENTO DO ANO, pouco antes da Nokia novamente blablabla.

    Dizem que dá para viver apenas disso. Se os Hare Krishnas vivem vendendo insenso, dou um voto de confiança e aposto na frugalidade da vida bloguística.

    Mas, como modelo de negócios para grandes empresas, gera um repertório infinito para o anedotário. E “Especialista em Mídia Social”, em relação a blog e anúncios correlatos, é ouvir um “Especialista em Objeto Dirigível Pela Força do Vento”, quando perguntamos a aguém que vende pipas o que faz da vida.

    Resposta

    kaka Reply:

    As agências ainda parecem a sala da quinta série: o amiguinho que me critica não pode nunca sentar perto de mim.

    Eu acho que se uma empresa conseguir acertar na fórmula, buscando realmente o público alvo e dando a cara a tapa, já teremos muito blogueiro indo vender cachorro quente.

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  10. Leonardo Cohen Said,

    Aaaacho que agora vai meu post!

    Vou tentar resumir o tanto que escrevi ontem.

    Começo questionando por que um blogueiro deve ter privilégios em detrimento do ‘nerd comum’. Quero deixar MUITO CLARO que questiono porque quero entender o papel de um blogueiro, porque alguns deles se consideram melhor do que nós?

    Eu sou um ‘nerd comum’, semi-inteirado nas redes sociais e também gostaria de ter os citados privilégios.

    Acho o seu post muito bom porque prega a dissiminação da informação uma vez que alguns blogs que visito com frequencia são altamente informativos e esclarecedores, acabam ajudando a decisão de uma possível compra, etc.

    Eu sinto que as áreas de desenvolvimento de produto das empresas enxergam o mercado apenas estrategicamente, buscando maior market share e acabam se esquecendo que o que determina o sucesso ou fracasso é justamente o usuário final. Sou totalmente a favor de pesquisas com o público, clínicas e tudo mais, sei que o custo é altíssimo para realizá-las, mas quanto mais gente, melhor!

    Só acho que este privilégio não deveria ser somente de blogueiros. Se teve gente que até foi pro BBB graças ao twitter, porque as marcas não utilizam da rede para entender melhor quem são seus clientes e explorem isso buscando desenvolver cada vez mais produtos que atendam às nossas necessidades?

    De novo, nada contra blogueiros, só acho que blogueiro não deve ter a “moral” tão elevada assim, uma vez que não são especialistas em análise de mercado, planejamento estratégico, desenvolvimento de marca…

    Acho que este tema dá muita conversa.

    Léo

    Resposta

    kaka Reply:

    Léo, eu acho que todo mundo devia ter privilégio na web, mas o blogueiro hoje é taxado (sim, TAXADO) como “formador de opinião”, logo, a opinião dele influencia a de outros. Eu acho que o blogueiro JÁ FOI formador de opinião, hoje em dia é alguém que precisa de mais do que copy paste + notinha de rodapé em notícia pra dizer se você deve comprar isso ou aquilo.

    Se quer saber, eu também acho que o que falta no mercado são agências pensando fora da caixa, já ficou tão comum fazer publieditorial e mandar brinde pra sortear que qualquer outro modelo de negócio soaria revolucionário.

    Resposta

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