Submarino.com.br

2009 June | Meu Veneno

Meu Veneno

Bang bang. I used to shoot you down.

Subscribe to Meu Veneno

Archive for June, 2009

Jun
30

O Churras

Posted by kaka under Uncategorized

Aí que eu e o Metheoro dançamos macarena na frente do Center Norte, muito digno.

Aí que entra num carro eu, a Isa, a Luz, o Metheoro e o Mau, mais malas e mais nada, porque não cabia. No outro carro, a Dani, o Ado, a Ju, a Paulinha e o Toddy, o labrador da Dani, mais malas.

Aí que a gente chega no sítio do Castre, lá no fim do mundo.
Chuva, muuuuita chuva.

Aí tem carne, bebidinhas, conversas e mais conversas, cachorros insandecidos.
Fogueira, acesa com pinhas pra primeiro secar a madeira pra depois ela queimar.
Uma mão machucada.
Dani fez pinhão.

Aí dormir.
Acordar cedo, café, ver o cavalo. Mexer no cavalo. Não perdi o medo.
Comer, falar bosta, não falar nada, descansar, brrrr que frio.

Fatos:
Aí que o Metheoro é muito foda.
Aí que a Isa consegue lembrar de uma música com qualquer palavra que você disser.
Aí que a Luz tem uma risada super gostosa.
Aí que o Castre consegue acender uma fogueira de madeira molhada.
Aí que o Mau é um puta fotógrafo.
Aí que cada vez que eu vejo a Dani eu gosto mais dela.
Aí que o Ado ficou conversando comigo logo cedo.
Aí que a Ju e a Paulinha não queriam que eu tirasse foto delas, mas eu tirei.


E foi isso e foi bom demais!

(Foto por Mau – @maufotosFlickr)

Jun
24

O Beijo Das Sombras

Posted by kaka under Ler É Bom Demais

Livros e filmes de vampiro voltaram para a moda. No último post mesmo eu falei de True Blood, que me lembram os vampiros do jeito que eu gosto.

Acho que o primeiro livro/filme de vampiro que ficou famoso foi o da Anne Rice: “Entrevista com o vampiro”. Eu li e gostei do livro. As criaturas das trevas são sombrias, bissexuais, bipolares, quase sempre depressivas, o livro é condensado, tenso e ao mesmo tempo, dinâmico. Ok, o começo não é lá muito dinâmico, mas melhora do meio para o fim. Acabei lendo toda a sorte de livros de vampiros escritos por ela e, para mim, ela ainda é a rainha dos vampiros.

Esses dias estive até curiosa para ler Crespúsculo. Tenho problemas com best sellers, para quem não é familiarizado com o termo, são os livros mais vendidos do mercado, por isso fiquei meio “assim” em ler e não gostar e criticar. Aí saiu o filme que eu também não vi. Só sei que virou moda e, antes vampiros emos do que funk na moda.

O problema é, quando me mandaram ler o “O Beijo das Sombras” eu imaginei que o livro seguiria a modinha de vampiros/adolescentes castos do Crepúsculo. Ok, eu não li e não vi o filme, mas eu sei do que se trata a história. Enfim, tive medo.

Me surpreendi e nada é mais gostoso no ler do que se surpreender.

O Beijo das Sombras trás, sim, a história de adolescentes, mas trás também vampiros com a essência da Anne Rice, mas mais complexos e soberbos e apresentando uma dinâmica totalmente nova. A autora é Richelle Mead, que me surpreendeu com o universo criado em torno das criaturas das trevas e que eu tentarei explicar de um jeito que não conte toda a história do livro!

O Beijo Das Sombras

O Beijo Das Sombras

Lisa é um membro da família real dos vampiros, os Moroi, e tem um forte laço com a sua melhor amiga, Rose, uma dampira. É, com “D” no começo mesmo. Os dampiros são metade humanos, metade vampiros, tem a tolerância a luz e adquiriram algumas das habilidades dos vampiros, como a agilidade e sentidos aguçados.

Os vampiros podem dominar as magias dos elementos da natureza, são mortais, suportam o mínimo de luz. Dentro disso existe uma realeza chamada de Moroi, que dita as regras para o bom convívio da espécie. Claro que nem tudo são flores. Se um vampiro mata, ele vira um Strigoi, um vampiro sem alma, imortal, que não suporta claridade de nenhuma maneira e precisa de quantidades homéricas de sangue humano para sobreviver, ou seja, ele sempre acabará matando.

Os humanos são os chamados “Fornecedores”, a sucção dos vampiros é como uma droga e os humanos se viciam com facilidade.

Lisa e Rose tiveram que fugir da escola de vampiros. Por mais que Rose gostasse da sua popularidade e Lisa precisava dos estudos por ser da realeza, elas tinham um segredo que precisavam guardar e a única maneira era afastarem-se de lá. Mesmo que não fosse seguro, afinal os Strigoi poderiam caçá-las, elas se mantiveram bem por dois anos.

Foi aí que algo inesperado aconteceu e…

Ah, chega, se eu falar mais vira spoiler!
Mas tenham em mente que é aí que a história começa. Os dramas da adolescência são abordados de uma forma única, assim como o primeiro amor de verdade, a popularidade forçada, a necessidade praticamente humana de atenção e todos os altos e baixos de uma amizade mais forte do que qualquer uma que você já viu, com a união sobrenatural que criou um laço entre protetora e protegida.

Site: www.obeijodassombras.com.br
Autor(a): Richelle Mead
Preço: compare no Buscapé
Faixa etária: adolescente/jovens adultos
Gênero: romance/jovem/vampiros/
Nota final: 9,8

True Blood já figura entre as minhas séries favoritas.
Baseada na série de nove livros de nome “Sookie Stakehouse”, da autora Charlaine Harris, tem feito sucesso principalmente pelo tema principal: vampiros.

Eles estão na moda (e eu vou falar de um livro muito bom que eu li esses dias), é a renascença dos seres das trevas (meda!).

Anna Paquin, a Vampira do X-Men (coincidência infeliz), é a protagonista, Sookie Stakehouse.
Logo na primeira temporada ela é assombrada por um serial killer que pode ou não ser a sua grande paixão, Bill Compton, o vampiro que decide residir na cidade.

Hã? Vampiros é humanos convivendo juntos? Essa é justamente a premissa da série. Os japoneses conseguiram sintetizar sangue humano, o que faz com que os vampiros não precisem mais caçar. Travam-se então diversas lutas de aceitação, políticas e religiosas, em torno de sua inserção na sociedade.

Quer complicar mais um bocado? Sookie consegue ler pensamentos. Uma habilidade que a faz sofrer constantemente, o ruído do pensamento alheio e o fato de, quase sempre, ouvir o que não quer. A gatíssima também protagonizou uma das cenas mais sensuais que eu já vi neste primeiro episódio da segunda temporada.

Tirando a bichinha o Bill Compton, todos os outros vampiros seguem aqueles estigmas dos livros de Anne Rice: sem alma, sem coração, movidos pela luxúria e o prazer em ver o sofrimento alheio.

Vale a pena!

Anna Paquin

Anna Paquin

Agora eu vou é caçar esses livros para devorar!

Jun
22

Incômodo.

Posted by kaka under Kakazices

Ontem eu ouvi que não é só porque eu sei conjugar dois verbos, que posso sair por aí dando aula.

Aí eu lembrei que só se incomoda com isso, quem fica me dando importância.

Tim Burton está transformando a sua “Alice no País das Maravilhas” em um dos filmes mais esperados dos fãs do cineasta.

Eu estou empolgadíssima com o filme e, ontem num momento de ócio enquanto estava no OMEDICast, eis que eu vejo:

Alice

Read the rest of this entry »

Quando eu chego perto de gente que eu julgo muito mais inteligente que eu (inteligente sim, superior nunca, fica a dica), parece que minha parte inteligente pensa “você não vai precisar ser inteligente, esta pessoa fará tudo por você” e vai passear.
Aí fodeu, porque quem entra em cena é a parte burra.

A parte burra já me fez passar vergonha master na frente do Inagaki, do Doni e de mais uma parte (mínima) da blogolândia. E se eu soubesse que o Cardoso era o Cardoso logo que eu conheci ele, certeza que a Kakah Burrinha falaria algo bem estúpido e impróprio.

A última vez que uma cena fatídica dessas aconteceu, foi quando eu falei com um cara por quem eu fui suuuuper apaixonadinha nos tempos de adolescência, tipo que hoje ele tá feio e nem faz mais o meu topo, mas ele é dono da única livraria da cidade (ah, eu mudei, isso não interessa agora) e ele sempre foi o super inteligente. Aí a parte burrinha resolveu das as caras no seguinte diálogo surreal:

- Oi, me indica um livro?
- Depende, do que você gosta?
- Ah, gosto de suspense, mistério, policiais. Nada de romances, detesto.
- Eu gosto de romances.
- Ah, então você é mesmo gay! Eu sabia!
- Eu sou casado.
- Falei merda?
- Falou.
- Me indica um livro?

Insira uma mula aqui. Beijos.

Minha vida mudou tanto com essa notícia, que até minha alma peidou.

Primeiro: a discussão é mais velha que eu.
Segundo: concordo com quem fala que jornalismo é mais paixão que teoria.
Terceiro: concordo ainda mais com quem fala que o curso de jornalismo deveria ser especialização.

Tipo, deixa eu explicar o terceiro senão vem um boça falar merda pra mim.

O cara fez Medicina. O cara escreve bem. Mas ele não é jornalista, ele é médico. Mas ele escreve bem. Como ele se acha muito fodão por fazer as duas coisas, ele quer publicar o que escreve bem, mas todo mundo ri dele, afinal ele não é jornalista. Se houvesse um curso de especialização, dois aninhos eu acho mais que o suficiente, o cara ia lá, fazia o curso, constatava-se que ele realmente escreve bem, aí ele seria um médico especializado em jornalismo e poderia escrever sem ninguém rir da cara dele.

Bang bang.

(Preciso mesmo avisar que é tudo brinks? Então tá, beijo.)

Unhas roxinhas

Unhas roxinhas

Aê, agora eu tenho unhas roxinhas!

Esse esmalte é o Carmen da Risqué. Eu gosto dessa marca porque a cobertura é sempre uniforme e ela solta mais fácil dos cantinhos. Também não tenho que passar 5 mil mãos pra chegar na cor que eu quero, basta uma.

Parece cor de açaí, né?

E aí, ficou bacana?

Existem poucas espécies de seres humanos mais irritantes do que aqueles que falam sem conhecimento de causa. Pior que esses, só os que são mal educados. O que consegue ser pior? Juntar os dois.

Juro, eu não queria tocar nesse assunto, mas eu me sinto na obrigação de falar sobre.

Vou ser bem clara e generalista, por mais que eu deteste, porque infelizmente é um problema que eu vi em diversos locais.

Não sou uma pessoa de muita experiência nem de muitos empregos na área de publicidade, nem formada nisso eu sou e, como eu percebi que eu não me encaixo, resolvi fugir antes que fosse tarde. O que isso tem a ver com o início do texto? Um problema que eu achei não só nos lugares onde eu trabalhei, como em outros lugares que porventura eu visitei e/ou fiz freela e/ou conheço fulano que trabalha. Como eu já nem me importo se isso vai ou não me queimar no meio, porque tô pouco me lixando pra isso, acho que posso falar finalmente o que eu penso de verdade.

Algumas das pessoas que trabalham com propaganda tem a Síndrome da Verdade Absoluta. Tudo que eles pensaram, imaginaram, peidaram e colocaram pra funcionar é o certo, o auge, a única coisa correta na face da Terra. Quando você, educadamente, chega para conversar sobre o que está/foi/será feito, criticando de alguma maneira (construtiva, claro) o trabalho do cara, ele vira pra você e fala: “Não gostou? Foda-se, é minha ação vai sair como eu quiser.” Erro: a ação é do cliente, ele está pagando, beijos.

Essa é uma situação genérica, mas eu já vi acontecerem coisas do tipo. Já vi no tradicionalzão, mas tudo agrava-se no âmbito digital. Claro. Do mesmo jeito que eu já vi acontecer do cara entrar em contato pra fazer XYZ ação no seu blog e não te dar satisfação se o negócio vai ou não sair. Do mesmo jeito que tem agência que demora um ano (isso, 12 meses, não é figurativo) pra te pagar. Isso sem contar quando te mandam um e-mail com um “dá pra divulgar isso aí no seu blog? Beijoooooosssssss”.

Tem gente que se apóia no nome da agência e se acha intocável. Tem outras pessoas que falam com você como se você fosse um lixo, não tivesse importância nenhuma, fedesse. E tem gente que te trata super hiper bem quando você é evidência, mas só te olham de ladinho quando você volta a ser “normal”.

Só que tem uma espécie pior. O cara que caiu do céu em cima do negócio, não sabe do que se trata e quer mandar, meter o bedelho, fazer, ser e acontecer. Pior, ele não admite os erros. Pior ainda, ele é mal educado quando você tenta explicar que está tudo errado. Pior ainda, se ele tiver chance ele vai te humilhar. Pior ainda? Ele nunca vai admitir quando você disser “eu já sabia” num pós fracasso.

Acho que é hora das agências procurarem pessoas mais educadas, que saibam conversar e não surtem, que entendam do que e pelo quê elas estão trabalhando e, aí sim, colocaremm elas pra falar com um público selecionado como blogueiros. Porque se você fala uma bosta, você se queima no meio, e, ao contrário de mim que quero mais que se foda, as donas agências não querem se foder.

Esse texto também não é indiretinha, odeio essa coisa 5ª série, é uma diretona seguida de um gancho de esquerda a quem interessar possa, ok?

Porque se for comigo, é um cala a boca, um block e um bye bye tristeza não precisa voltar.

*Todas as situações citadas neste post são exemplos efêmeros da minha mente doentia, qualquer semelhança com a realidade é, sim, mera coincidência.

Estou arrumando a minha vida, que é adulta mesmo quando eu queria que fosse adolescente. Ah, e estou vendo o jogo do Brasil, o Egito acabou de marcar um gol.

Estou lendo meus 1000+ feeds, vou escrever a resenha de um livro, vou terminar de ler um outro, vou acompanhar o twitter com mais carinho, vou conversar com meu namorado e com meus amigos com mais atenção…
Também vou começar a emagrecer, aliás, já comecei: café da manhã com torradas e depois uma caminhada com meu pai. Aliás, ele é o motivo das mudanças. Desde que mamãe morreu ele anda triste e sei que a minha mudança contribuiu para isso. Hoje ele está bem melhor, fato, mas me ter por perto deixa ele com outro ar. Sabe aquela coisa da princesinha do papai? Essa sou eu.
(Recado para a minha irmã: Tata, se você ler isso sabe que sou eu, tenha ciúmes mas não muito.)

Brincadeiras a parte, foi uma decisão bem acertada. Agora eu tenho tempo de me dedicar a mudança de área – voltarei para TI – e o tempo de estudo também será BEM grande. Essa é a idéia, me dedicar aos estudos e dominar o mundo virar CEO de uma big multinacional aos 30. Ainda dá tempo, sério.

Aliás, outro assunto recorrente: como faculdade nesse país é caro! Sério, é mais barato ir botar as caras em outro país do que pagar uma faculdade por aqui… Bem diziam os amigos e eu devia ter ouvido eles e os meus pais quando era tempo: “estuda que você passa na pública!” – Pois é, não deu.

Então fica o comunicado:
Este blog será atualizado constantemente a partir de então, porque eu terei tempo de me dedicar a ele como era no começo. Prometo não desanimar, prometo escrever todo dia e de preferência mais do que uma vez ao dia. Sério que eu ouvi um “e eu vos declaro blog e mulher”.

É isso.