
Ele, Maluf, Trajetória da Audácia.
Sei que é difícil falar de política, ainda mais quando não se viveu em tal época política, mas após ler a biografia de Paulo Maluf, muitas coisas esclareceram na minha cabeça. Ou confundiram ainda mais.
A biografia conta não só a história de Paulo Maluf, mas a história de São Paulo. Por conta de minha origem e minha educação, sempre gostei do Maluf. Ele era um entusiasta numa época de opressão, era bem visto pelo governo e, com isso, conseguiu realizar suas obras.
Então vamos lá, juntar as histórias.
Meu pai tem 69, quase 70 anos. Minha mãe, que faleceu o ano passado, teria hoje 62. Durante toda a minha vida eu sempre ouvi que “Maluf rouba mas faz” e seria esse o seu jargão. Meus pais não concordavam com isso, afinal, Maluf não precisava roubar para fazer, sua família já tinha patrimônio e dinheiro suficiente, ele entrou na vida pública porque queria, porque achou que era importante.
Isso sempre ficou na minha cabecinha até minha sétima série, em 2001 (aiii quanto tempo), quando estudava a história do Brasil, que é totalmente entruncada com a história de São Paulo. Tinha uma professora, minha querida “Popô”, Maria Paula, que explicou melhor o momento político do país após o golpe militar de 64. Confesso que senti asco pelo que ocorria no país, porém, um belo dia estava eu estudando aos brados (porque não consigo estudar quieta), quando minha mãe chegou na porta do quarto e começou a me corrigir. Ela vivenciou tudo aquilo e, mais, aqui na Capital. Ela viu São Paulo quando era só terra batida e viu São Paulo virar asfalto. Ela sim poderia me dar um veredicto sobre a pessoa de Paulo Maluf, sobre o momento político vivenciado naquela época e sobre a ditadura militar.
A ditadura militar foi ruim, sim. Se eu vivesse naquela época provavelmente não teria chegado aos meus 20 anos, porque eu gosto de ser LIVRE, eu gosto de falar do que eu penso, do que eu quero, do que eu gosto. Naquela época não se podia falar, pensar, existia, inclusive, um plano de alienação da população. Nada me tira da cabeça que a Jovem Guarda era lavagem cerebral. Enfim, sendo ou não, era permitido e era “legal”.
Porém, como me disse minha mãe, antes da ditadura militar e mesmo durante a mesma, apesar da repressão, tinha-se uma educação de qualidade. As crianças/jovens eram obrigados à “pensar”, tinham que refletir. As pessoas tinham um salário mínimo digno e todo mundo conseguia comer. Claro, miseráveis sempre existiram, mas naquela época só não tinha emprego quem não queria. Ou quem era “revoltado”.
E foi durante a ditadura militar, mais precisamente em 1969, que Maluf assumiu pelo primeira vez a prefeitura da cidade de São Paulo e o fez por merecer. E o fez bem. Construiu viadutos e ampliou avenidas. Quando saiu de seu primeiro mandato, em 1971 e foi nomeado secretário de transportes fundou a FEPASA, apostou em transporte ferroviário que, pelo que me consta, seria até hoje a melhor alternativa para desafogar (um pouco) São Paulo dos caminhões.
E é agora que eu vou pegar em um “pau grande” (com o perdão da expressão).
Paulo Maluf sempre foi duramente criticado e, talvez, caluniado pelo grande veículo impresso de imprensa (adoro o trocadilho), Estadão.
O Estado de São Paulo não admitia um “comedor de quibes” à frente da cidade, fazendo ataques constantes a ele. E como grande veículo impresso de imprensa, acabava e até hoje acaba, influenciando a opinião da população. Claro que à muito o tal jornal virou “mídia de massa”, escreve o que lhe convém, mas naquela época de ditadura, escrevia só o que podia. Não sei quando era pior. Fico até me perguntando se a tentativa (falha) de fazer Maluf cair em desgraça, não seria o que o mesmo veículo tenta fazer com os blogs. Me desculpem os jornalistas que trabalham no Estadão, mas acho que essa “monarquia absolutista” que está reinando aí dentro deveria cair juntamente com o cabresto de seus chefes de redação.
O caso é que minha opinião sobre o Maluf agora é outra. Tenho um respeito muito grande por sua pessoa, maior ainda pela sua vida pública e vou defendê-lo sim em qualquer discussão política ou mesa de bar.
Agora a parte boa. O livro “ELE, Maluf, trajetória da audácia” me foi cedido pela Ediouro, li com muito gosto e por isso formei tal opinião em cima do político, por isso gostaria de compartilhar com vocês, que lêem esse blog de merda os outros dois exemplares que me foram cedidos!
Claro que não será só pedir. Nem tudo é fácil assim baby! Para ganhar você precisa visitar ESTE TEASER SITE do livro e me fornecer as datas de todos os anos em que Maluf foi Prefeito e Governador de São Paulo e responder à seguinte pergunta:
Se, hoje, você tivesse a oportunidade de assumir a prefeitura de uma metrópole como São Paulo, em que investiria? Por quê?
As respostas devem ser dadas nos comentários, as duas pessoas inteligentes que acertarem as datas e derem uma resposta satisfatória à pergunta, levam o livro!
P.S.: Agradeçam à
@MissMoura por ter me dado a oportunidade de realizar tal sorteio e ler o livro, espero que muitos mais venham para minhas mãozinhas e para a de vocês, leitores deste blog
de merda
P.S.2: Se eu escrevi “tragetória” no meio do texto, me desculpem por favor, é que fiz isso ontem 23h…