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Meu Veneno

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Bang bang. I used to shoot you down.

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Sep
01

Era uma vez…

Posted by kaka under Kakazices

Era uma vez uma menina que achava que toda história tinha que começar com “Era Uma Vez”. Não precisava terminar com “Felizes Para Sempre” porque desde cedo ela precisou aprender que para sempre é tempo demais. Ela só não imaginou que uma história que começava com “Era Uma Vez” teria tantas aventuras.

Essa menina criou um blog em 2007 para fugir dura lembrança de algo que parecia amor mas era, na verdade, um caso de cristal despedaçado. Fez por insistência do seu próprio sangue e fez para se sentir bem. E deu certo.

Teve momentos difíceis, momentos de poesia, momentos de chorar escondido enquanto teclava os dedos gordinhos por entre teclas apertadas, num silêncio aparente que dizia muitas coisas.

Essa menina aprendeu que dinheiro não é tudo na vida. Essa menina viu coisas que não queria e passou por momentos que não precisava. Essa menina amou e odiou em todas as intensidades possíveis que esses sentimentos possam ter. Essa menina provou que nem sempre era só uma menina. Essa menina percebeu que provas as coisas para os outros é uma roubada das grandes. Essa menina finalmente encontrou paz na simplicidade, que mesmo por meio de uma luta cega contra um sistema injusto ainda é melhor do que um deslumbramento in cloud computing.

Essa menina finalmente percebeu que o mundo é todinho dela, basta levantar da cama, basta sorrir, basta levar para sempre os valores e princípios, basta ser ela mesma de vez em quando.

Obrigada.

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Aug
26

Lá e de volta outra vez

Posted by kaka under Kakazices

Não sei quantas vezes tentei começar esse post, mas está mais do que na hora de ele aparecer por aqui.

O Meu Veneno vai voltar para suas origens, um blog pessoal onde emito minhas opiniões sobre os mais diversos assuntos. Só que vou melhorar a dinâmica antiga levando em consideração que, hoje, meus interesses são outros. Vou deixar o meu curso de stand up de lado e os textos tomaram uma conduta mais série, não menos sarcástica, mas com clareza suficiente para que o leitor extraia alguma coisa dele.

Quero discutir, de novo, tudo que eu concordo ou deixo de concordar, quero falar do que eu não gosto e do que eu gosto muito…

Espero que me apoiem na nova jornada.

Abraço

Carol

(P.S.: o título do post é título de capítulo de um dos meus livros favoritos, quem acertar ganha uma paçoca!)

(P.S.2: você me acha com mais frequência no Cataclisma, meu projeto bacanudo com o noivo!)

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De todos os meus apelidinhos quando eu era criança, Porpeta era o que mais me irritava. Primeiro porque eu não sabia o que era uma porpeta e parecia ser alguma coisa muito grande… A bem da verdade, nunca quis descobrir o que é porpeta e não sei até hoje o que é, mas é grande.

Tem quem me chame de Bolota. Ok, Bolota é aceitável, é tipo uma bola pulando, tipo BO-LO-TA e cada sílaba é um pulo…

Baleia é engraçado, YO WILLY!

Mas eu gosto mesmo, mesmo, é de Carol.

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Os momentos da blogosfera divididos em palavras chave, em ordem cronológica:

2007: Monetização

2008: Conteúdo

2009: Sinergia

2010: Contexto

E como boa Mãe Dinah que eu sou:

2011: FAXINA.

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Aug
17

Divagações sobre o Twitter

Posted by kaka under Kakazices

Me considero uma tuiteira oldschool: pra dar RT eu tinha que copiar o que o amiguinho falou, colar, ajeitar, todo esse processo. Nos meus primórdios de twitter não tinha nenhum cliente pra gerenciar várias contas, no máximo dava pra ver os updates pelo gtalk ou pelo TwitterFox (hoje Echofon) e qualquer tipo de script era bug, chamado carinhosamente de Britney Boqueteira.

O problema do twitter é ser superestimado pela mídia, que muitas vezes por não conhecer a ferramenta, apenas tenta fazer com que todo mundo tenha uma conta porque “é legal” e porque “orkut já enjoou” ou então “porque tem artista”. Muitas desses imigrantes, muitas vezes, não tem bom senso ou só querem dar um jeito de aparecer – não entendo porquê nesse país é tão importante “aparecer” – e acabam interpretando a ferramenta de uma maneira um tanto quanto grotesca: “só importa quantos seguidores eu tenho”.

Se você pensa assim, sugiro que volte pra sua vida e pare de ler este post agora.

Não importa quantos seguidores você tem. Ninguém liga. Você pode ter 100,000 seguidores e não ser conhecido por um monte de gente, o que não te faz melhor do que o cara que tem 300 seguidores, mas que é bem conhecido por todos eles.

Deixa eu tentar explicar de uma forma mais simples: se você acha que o twitter é sobre ter seguidores para ser popular você é um completo babaca que passa tempo demais vendo filmes americanos e que deveria consultar um terapeuta.

O twitter é um canal de duas mãos, é um meio de proporcionar diálogos – e por diálogos entendam conversas, não como as de MSN, mas aquelas que tem conteúdo a acrescentar. O twitter também serve para reunir pessoas de interesses comuns, serve para ter um contato mais próximo (e rápido) com seus amigos e serve para você compartilhar conteúdo bom – ou ruim – mas que você sabe que vai interessar para alguém em algum momento.

Por sua vez você, usuário, tem o privilégio de falar para algumas pessoas, mas, principalmente, de ler tantas outras. Você pode ler trechos de músicas do Chico Buarque ou poesias de Clarice Lispector, se isso te faz bem e te acalma, ou você pode rir das piadas rápidas do Rafinha Bastos e do Danilo Gentili, ou você pode rir do humor negro do Cardoso ou do humor moleque do BQEG. Você só precisa ler e, se souber que pode interagir de uma maneira interessante, o fazer. Do mesmo jeito que você não quer um babaca enchendo o seu saco pra você fazer alguma coisa por eles, esses babacas aí em cima não querem que você fique enchendo o saco deles, sacou?

Não basta criar uma conta e pentelhar famosos e falar que você levou seu cachorro no pet shop, você tem que mostrar que além de um avatar, existe um cérebro. Sabe aquela frase genial que você leu no banheiro da porta da faculdade? Então, ela é assunto pra divagar e divagar – e quando você divaga sozinho no twitter, sempre tem alguém pra divagar sobre a sua divagação… Não precisa ser genial o tempo todo, eu tenho certeza que quando você faz amigos em uma rede social como o twitter, o seu cachorro ir no pet shop vai interessar a mais alguém, o que não dá é essa ânsia de aparecer com um tweet engraçado, ninguém precisa ser engraçado 100% do tempo e ninguém vai te condenar por ser chato de vez em quando – a não ser que você seja o Danilo Gentili ou o Rafinha Bastos porque aí rola uma cobrança de humor, mas é mais por osmose, se os caras começarem a falar da vida deles também vai ter muita gente interessada.

Não precisa forçar a amizade, só precisa fazer com que exista diálogo, que você apareça pelo que você é e pelo que você pensa e não pelo número de pessoas que estão ali pra te admirar. E eu, que sou ninguém na noite, digo por experiência própria: por mais babaca que eu seja no twitter, tem quem me admire. E, melhor pra mim, tem muita gente que eu admiro por lá.

Mas, enfim, são só divagações…

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Quando você se conecta, você é humano, porque por mais que use a máquina para fazê-lo, são os seus sentimentos, emoções e opiniões transmitidos a milhares de pessoas.

Isso vale pra internet ou pro smartphone e é isso que o I1 faz, intensifica a humanidade presente em conectar-se e sua campanha de lançamento trás as fotos de Terry Border, especialista em trazer a tona os sentimentos dos objetos, na campanha Casamento Perfeito!

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Aug
09

Promo Ultra Mega Relâmpago

Posted by kaka under promoção

Quer ir comigo amanhã num evento SUPER VIP para o novo e exclusivo lançamento da Nextel?

Se sim, basta deixar um comentário neste post que vai rolar um sorteio pra escolha do vencedor.

Beijo!

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Ontem inventei um strogonoff ovolacto aqui em casa (para quem não sabe, ovolacto é o vegetariano que não come carne, mas como ovo ou derivados de leite), vou pedir pro Cobra colocar a receita lá no Homem da Cozinha pra vocês. Ou não.

O negócio é que eu piquei o alho pra refogar a proteína de soja e depois coloquei dois dentes inteiros no arroz. Isso foi ONTEM e, por mais que tenha lavado bem com sabonete e detergente, o cheiro persiste. Pedi umas dicas no twitter e resolvi compilar todas aqui!

O Dolci falou pra mim no gTalk:
“a única coisa que faço é deixar a água escorrer bastante na mão, pra mim sempre funcionou…. sem esfregar nem nada!!!”

@gemaria_SeR:
“@kakah Segredo: toda vez que estiver com cheiro de cebola e alho na mão, esfregue uma rodela de tomate. Até pro hálito serve.”

@LuhPiza:
“@kakah passa pó de café, e lava! sai tudinho! #garanto”

@danuzza:
“@kakah dica da tia zazza: lave com sal… pra tirar cheiro de cebola e alho da mão.. esfrege salm nas mãos e depois lave normalmente… ;)

@manicomio: (que tem o twitter trancadinho, tem que dar follow pra ver)
“@kakah sabonete de aluminio sai tudo =)”

@malcomtux:
“@kakah Já tentou pingar limão?”

@mfedatto:
“@kakah tem uma parada de aço inox que parece um sabonete que tu esfrega nas mãos em agua corrente, como se fosse sabonete mesmo. Sai tudin!”

@gabidornelas:
“@kakah Poe a mao embaixo d’agua esfregando uma colher, como se fosse o sabonete. Ou lava a mão com borra de café!”

Pra finalizar, ainda levei uma trollada:

“Por que cheiro de alho não sai das mãos?”

@lekabel explica:
“@kakah carne de porco pega tempero rápido.”

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AÊ AÊ AÊ, PLANETA TERRA 2010 confirmou mais 3 atrações!
Empolgadíssima com a line up desse ano, se tudo der certo EU VOU de novo! Fui em 2008 e foi uma experiência única, porque o Planeta Terra não é só um festival, é um conglomerado de experiências!
Segue o release de divulgação:

Mika, Passion Pit e Empire of The Sun

Os primeiros lotes de ingressos, colocados a venda em 1 de agosto já estão esgotados; o terceiro lote já está à venda.

O Terra anuncia mais três atrações para o seu Planeta Terra Festival, que acontecerá em São Paulo no dia 20 de novembro, no Playcenter. Nesta quarta edição do festival, virão também ao Brasil o cantor Mika, assim como as bandas Empire of The Sun e Passion Pit.

As três novas atrações se somam aos sete nomes já confirmados anteriormente: o Smashing Pumpkins, um dos mais aclamados nomes da cena rock, com mais de 30 milhões de álbums vendidos em todo o mundo; o Pavement, banda de rock alternativo, considerada por muitos um dos principais pilares da cena indie dos anos 1990; Girl Talk 3rd band, um velho conhecido das audiências underground, com cerca de 200 shows ao vivo nos últimos anos; Yeasayer, banda de rock experimental aclamada pela crítica ao redor do mundo; Of Montreal, banda norteamericana de indie pop que desenvolveu uma sonoridade própria, uma mistura única de pop indie, glam rock, funk e R&B; Hot Chip, uma das principais bandas de eletropop do mundo, com várias indicações ao Grammy; e o Phoenix, um sucesso internacional desde que foi formado em 1999 e que ganhou o Grammy de melhor banda alternativa pelo seu último álbum.

A organização do Planeta Terra ainda irá anunciar as atrações nacionais nos próximos dias.

E quem quiser marcar presença no festival, pode se apressar: os dois primeiros lotes de ingressos para o evento já estão esgotados. Desde o dia 03 de agosto, estão à venda os ingressos do terceiro lote, a preços de R$ 200,00 (inteira) e R$ 100,00 (meia entrada). As vendas de ingressos para o festival se iniciaram no dia 1º; no dia 2 esgotaram-se os ingressos do primeiro lote. O segundo lote começou a ser vendido no dia 02 e esgotou-se na manhã do dia 03. Os ingressos estão sendo vendidos pela Tickets for Fun no telefone 4003-5588 e nos pontos de venda abaixo.

As novas atrações

Mika é um cantor de nacionalidade libanesa e norteamericana, que vive em Londres. Devido a grande gama de influências musicais que recebeu em toda a sua vida – de Prince e Metallica à música clássica e os traços islâmicos trazidos do Oriente – desenvolveu um variado repertório que se pode definir como uma mistura saborosa. Sua voz é comparada a de Freddie Mercury. Excêntrico no palco e com um ritmo dançante, leva o público ao delírio, com suas canções que vão desde temas melodramáticos a ironias divertidas. Seu primeiro single, We Are Golden, foi disponibilizado na internet, juntamente com o videoclipe da música. A sua banda é composta por: Martin Waugh (guitarra e coro), Michael Choi (baixo e coro), Cherisse Osei (bateria) e Luke Juby (teclado, guitarra e coro).

O Empire of The Sun é uma banda australiana composta por Luke Steele (oriundo da banda Sleepy Jackson) e Nick Littlemore (da dupla PNAU). Seu álbum de estréia, Walking on a Dream, foi lançado apenas na Australia, mas despertou a atenção da crítica especializada devido a sua sonoridade e seu estilo, diga-se de passagem, extravagante. Esse estilo está presente na capa do primeiro álbum, uma homenagem à série de filmes Star Wars. Seu primeiro clipe, Walking on a Dream, é um show de fotografia e filmagens em diferentes cenários de Hong Kong, com Luke maquiado e transitando por toda a cidade.

Lançados há apenas três anos atrás como um modesto “único indivíduo em um laptop”, o Passion Pit rapidamente se consagrou como uma atração em vários shows, com turnês esgotadas e uma reputação internacional. Sua música é um pop soul memorável, dançante, intensivo e sem vergonha. Criado por Michael Angelakos, já lançou duas produções memoráveis, Manners e Chunk of Change. Saindo de trás dos seus teclados para a frente do palco, Angelakos é apoiado por Ian Hultquist e Ayad Al Adhamy nos teclados/sintetizadores, Jeff Apruzze dando um ritmo dançante no baixo/ sintetizador e o seu colega de estúdio Nate Donmoyer na percussão e programação. Em sua curta carreira já criaram um grande show, capaz de esgotar ingressos por três noites seguidas no New York’s Terminal 5 e garantir horários nobres em festivais internacionais como Australia’s Big Day Out, Glastonbury Festival, Bonnaroo, Lollapalooza e Coachella.

O Festival

Com produção da B\Ferraz, o festival ocupa pelo segundo ano consecutivo o PlayCenter, com seus 80.000 m2, uma estrutura que inclui dois palcos (Main Stage e Indie Stage), praça de alimentação, muitas áreas de lazer e bares, para um público esperado de 20.000 pessoas e mais de dez horas de som. As portas do PlayCenter serão abertas para o público este ano às 13 horas, com alguns brinquedos funcionando até às 21 horas (Cataclisma, Wave Swinger, Barco Viking, Swing Dance, Waimea, Sky Coaster, Monga e Windstorm) e outros até às 05 horas da manhã (Boomerang, Evolution, Auto Pista, Double Shock, Looping Star, Turbodrop e Magic Motion).

As duas primeiras edições do Planeta Terra, em 2007 e 2008, aconteceram na Vila dos Galpões, reunindo cada uma delas mais de 15.000 pessoas. No ano passado, o festival mudou-se para o Playcenter, onde abrigou um público de 16.000 pessoas. Nestes três anos passaram pelos palcos do evento nomes como Iggy & The Stooges, Sonic Youth, Primal Scream, Kaiser Chiefs, Devo, Lily Allen, The Jesus and Mary Chain, Kasabian, Rapture, Cansei de Ser Sexy, Pato Fu, Bloc Party, Offspring, Mallu Magalhães, Maximo Park, The Ting Tings, Metronomy, Patrick Wolf, Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, entre muitos outros.

Os fãs das bandas podem ouvir gratuitamente suas músicas pelo SONORA do Terra, que já disponibiliza a rádio Planeta Terra 2010, no link:

http://sonora.terra.com.br/#/radio/Musics?type=mix&radioId=977

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(Esse texto é um grande desabafo, eu espero que você, que não concorda comigo ao menos seja contido nos comentários – eu não te obrigo a concordar comigo e você não me obriga a concordar contigo.)

Rumores sobre um possível Woodstock Brazil me fizeram tremer, eu já falei sobre Woodstock aqui no blog e eu acho que seria incrível um movimento pró natureza, sustentabilidade e, claro, reavivar a utopia coletiva de salvar o mundo para as gerações posteriores. Claro que com isso vêm os shows e tal, a possibilidade de ver um monte de gente que eu acho foda lá, no palco, cantando pra mim e pra todo mundo o quanto a gente precisa mudar. Deu certo em 1969, por quê não daria certo agora?

Teoricamente, essa é a proposta do SWU, um festival que acontecerá em Outubro em Itu e que vai contar com 60 atrações – somente algumas delas confirmadas. De qualqurr maneira, no site do SWU tem lá: SUSTENTABILIDADE, MEIO AMBIENTE, VAMOS SALVAR O PLANETA. Pô, quando eu vi jurei que era tudo que eu imaginava, um reavivar coletivo da utopia, dos sonhos, afinal, vivemos numa sociedade onde apenas o individual e exclusivo conta. Exemplo: moda – quando mais diferente você é, conforme as músicas que você ouve e etc, você tem aqueles coleguinhas que gostam da mesma coisa e, porra, que massa, mas se alguém se veste como vocês e não é da turminha, opa, POSER. Eu achei que o SWU poderia acabar um pouco com isso, reunindo todo tipo de gente, tribo, estilo ou como vocês queiram chamar em prol de algo maior.

Daí eu vi os preços do ingresso e eu juro que eu queria chorar. R$640 por dia a pista VIP – afinal, se eu for ver meu artista querido é claro que eu quero ir lá na frente do palco e agora inventaram essa PALHAÇADA de pista VIP pra aumentar o preço dos ingressos, porque antes era mais legal, todo mundo comprava pelo mesmo preço e quando você queria ver um cara tocando lá na frente você tinha que ser espertão e chegar primeiro, agora duvidam da capacidade das pessoas, ou melhor, eles preferem que quem pague mais fique lá na frente, mesmo que essa pessoa seja uma completa escrota que está lá apenas pra ver o show e que vai jogar latinha no chão. Ridículo. Aí no twitter teve gente concordando com o preço do ingresso, falando como seleciona o público PORRAAAAAAA SE O NEGÓCIO É SUSTENTABILIDADE E SALVAR O PLANETA, O IMPORTANTE É QUE SEJA ACESSÍVEL A TODO MUNDO, saca? Acontece que o que EU particularmente quero é ver as bandas que fazem parte da minha vida passando uma mensagem bacana, tocando em prol de algo maior, daí que eu acho ridículo ter que ver eles do tamanho de um lego porque os bonitões criados a leite com pêra possam ir lá na frente jogar papel no chão, se achando melhor que todo mundo sem fazer absolutamente NADA pelo Planeta além de assistir o show – é o povo que venera a individualidade, dane-se o coletivo.

Meu consolo é que, creio, todo mundo tem que usar banheiro público. Eu sabia que o ingresso não seria barato, ok, mas mesmo se eu não for na Área Premium, onde o certo deveria ser o mais esperto chegar e não quem paga mais, mas ok, o mundo é de quem tem dinheiro no cu pra cagar, mas aí eu olho o preço:

PREÇO PROMOCIONAL /DIA
(válido de 13 de julho a 30 de julho*)
PREÇO CHEIO /DIA
(a partir de 30 de julho ou após término da cota promocional)
Pista Comum
R$ 95,00 (meia entrada)
R$ 190,00 (inteira)
Pista Comum
R$ 120,00 (meia entrada)
R$ 240,00 (inteira)

COMO ASSIM?
Preço PROMOCIONAL de R$190 pra ver o show de algum telão, porque ver de verdade é impossível ou R$240 pra ver tipo um show de legos. Sim, eu acho um absurdo pagar isso POR DIA, por algo que teoricamente porque tem que ser bem teoricamente, deveria ser pra salvar o planeta – ok, não vai salvar o planeta, mas podia pelo menos passar uma mensagem importante para que as pessoas saissem de lá mais conscientes. Mas pra quê se eu posso EXTORQUIR as pessoas pra passar essa mensagem? E, tipo, eu levo em consideração o preço da INTEIRA porque ao contrário desses mesmos malditos que jogam papel no chão e se acham o máximo por serem descoladinhos, eu não vou falsificar carteirinha de estudante…

SWU Começa com você – pagando um absurdo em ingressos.

Não vou, prefiro pegar o meu dinheiro e ir no Planeta Terra – um dia só de Festival onde eles não pregam nada, se é só pra ver o show não precisa de mensagem sustentável nenhuma. Os organizadores são o mesmo, se não me engano, ou seja, poderiam fazer um preço mais camarada, ou então poderiam convencer os artistas que vão participar a fazer um preço mais camarada já que TEORICAMENTE não é um show qualquer.

Sinceramente? Decepção define. Você pode até ter uma opinião contrária a minha, mas se coloca no meu lugar, eu trabalho 8hrs por dia, pago aluguel e um monte de contas, tudo que eu queria era manter um sonho vivo, era poder ver os caras que eu ouço cantando todo dia no rádio lá, cantando sobre o meu sonho. Não, eu não posso sonhar com um mundo melhor porque só quem tem mais dinheiro pode realmente ver um movimento coletivo por um mundo melhor. Isso sem contar os que, além de poder pagar, vão usar o festival como um pretexto pra usar drogas – porque a organização pode falar o que for, que não são permitidas, mas a gente sabe que não é bem assim…

Belo mundo melhor esse de vocês. Aliás, acho lindo esse otimismo que um mundo melhor é onde todo mundo é super rico e pode pagar pelo sonho coletivo.